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Trump apoia projeto no Congresso para ampliar sanções contra parceiros comerciais da Rússia

Proposta bipartidária permite tarifas de até 500% sobre países que compram petróleo e gás russos

Bandeiras de EUA e Rússia (Foto: Reuters)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio a um projeto de lei bipartidário em tramitação no Congresso que amplia significativamente o alcance das sanções contra a Rússia, ao autorizar o Executivo a impor tarifas severas a países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo. A iniciativa prevê a possibilidade de tarifas de até 500% sobre parceiros que adquiram petróleo e gás de Moscou.

As informações foram publicadas pelo site RT. A manifestação pública de Trump ocorreu após o senador republicano Lindsey Graham afirmar que o presidente havia dado sinal verde à proposta, apresentada no ano passado em conjunto com o senador democrata Richard Blumenthal.

Em entrevista ao apresentador Sean Hannity, da Fox News, Trump confirmou seu posicionamento favorável à medida, mas indicou que espera não precisar recorrer ao instrumento. “Eu apoio. Espero que não precisemos usar”, afirmou. Em seguida, destacou o impacto das medidas já em vigor contra Moscou: “Sabe, temos grandes sanções contra a Rússia agora. A economia da Rússia está muito ruim, mas elas são muito maiores do que as da Ucrânia”.

O presidente dos Estados Unidos também voltou a demonstrar frustração com o fracasso das tentativas de mediar um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia ao longo do último ano. Segundo ele, em diferentes momentos, tanto Moscou quanto Kiev contribuíram para o impasse nas negociações.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, em outubro, sanções contra duas das maiores empresas de energia da Rússia, a Rosneft e a Lukoil. Já no início desta semana, a Guarda Costeira norte-americana apreendeu um petroleiro de bandeira russa no Atlântico Norte, sob a acusação de violar o regime de sanções.

O governo russo reagiu classificando a operação como ilegal à luz do direito marítimo internacional. Moscou sustenta, de forma recorrente, que as sanções impostas por países ocidentais não têm como objetivo principal apoiar a Ucrânia, mas sim restringir o desenvolvimento econômico de outros Estados e eliminar concorrentes no cenário global.

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