Chancelaria russa protesta contra sequestro do petroleiro Marinera
As autoridades dos Estados Unidos anunciaram o roubo do petroleiro anteriormente conhecido como Bella 1
247 - A Rússia expressou séria preocupação com a ação militar ilegal dos Estados Unidos contra o navio petroleiro Marinera, informou nesta quinta-feira (8) o Ministério das Relações Exteriores russo. As informações são da Sputnik.
As autoridades dos Estados Unidos anunciaram o roubo do petroleiro anteriormente conhecido como Bella 1 por supostas violações a sanções, informou na quarta-feira (7) o Comando Europeu dos EUA (EUCOM, na sigla em inglês).
“O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressa profunda preocupação com o uso ilegal da força realizado pelas forças norte-americanas contra o petroleiro Marinera em 7 de janeiro”, afirma o comunicado.
Segundo a chancelaria, as autoridades dos Estados Unidos receberam repetidamente informações, inclusive por canais diplomáticos oficiais, sobre a propriedade russa da embarcação e seu caráter civil e pacífico.
A Rússia apelou para que os Estados Unidos voltem a respeitar as normas e princípios fundamentais da navegação marítima internacional e cessem imediatamente as ações ilegais contra o Marinera e outros navios que realizam atividades legais em alto-mar. Moscou também exigiu que Washington assegure um tratamento digno aos cidadãos russos a bordo do petroleiro.
De acordo com o comunicado, o desembarque de militares norte-americanos e a apreensão do Marinera constituem uma grave violação dos princípios fundamentais do direito marítimo internacional.
“O embarque de uma embarcação civil por militares dos EUA em alto-mar e sua efetiva apreensão, assim como a detenção da tripulação, não podem ser interpretados de outra forma senão como a mais grave violação dos princípios e normas fundamentais do direito marítimo internacional, bem como da liberdade de navegação. Isso representa uma violação significativa dos direitos e interesses legítimos do proprietário do navio”, destacou o ministério.
Moscou também manifestou preocupação com a disposição dos Estados Unidos de provocar crises internacionais agudas, acrescentou a chancelaria.
As exportações de petróleo da Venezuela, que caíram a um nível mínimo em meio ao bloqueio imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a todos os petroleiros sancionados, estão agora paralisadas porque os capitães dos portos não receberam pedidos de autorização para a saída de embarcações já carregadas.


