Nenhum país citado por Trump decidiu enviar navios de guerra ao Estreito de Ormuz
China, Japão, França, Reino Unido e Coreia do Sul evitam aderir imediatamente à proposta do presidente dos Estados Unidos para escoltar petroleiros
247 - Diversos países reagiram com cautela ao apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz com o objetivo de escoltar petroleiros e garantir a segurança da navegação na região.
A proposta foi feita em meio ao bloqueio da rota marítima estratégica pelo Irã. De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, Trump mencionou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido como possíveis participantes de uma coalizão naval destinada a manter aberta a passagem por onde circula grande parte do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Nenhum país confirmou envio de navios
Até o momento, nenhum dos países citados anunciou oficialmente que enviará embarcações militares para participar da operação sugerida pelo presidente dos Estados Unidos.
O Reino Unido afirmou que a situação está sendo analisada em conjunto com aliados internacionais. Um porta-voz do Ministério da Defesa britânico declarou à imprensa norte-americana que Londres está “atualmente discutindo com nossos aliados e parceiros uma série de opções para garantir a segurança da navegação na região”.
China pede fim das hostilidades
A China também adotou uma posição cautelosa diante da proposta. Autoridades da embaixada chinesa disseram à imprensa dos Estados Unidos que Pequim defende o fim das hostilidades e a preservação do fluxo energético internacional.
Segundo os diplomatas, “todas as partes têm a responsabilidade de garantir um fornecimento de energia estável e sem interrupções”.
Japão ressalta decisão independente
Autoridades japonesas indicaram que o país não pretende tomar uma decisão automática apenas com base no pedido de Washington.
Em declarações à imprensa local, representantes do governo afirmaram que “o Japão decide sua própria resposta, e o julgamento independente é fundamental”.
França descarta envio de navios
A França foi mais direta ao rejeitar, por ora, a participação em uma operação militar no Estreito de Ormuz.
Em publicação na rede X, o Ministério das Relações Exteriores francês afirmou: “Não, o porta-aviões francês e seu grupo permanecem no Mediterrâneo oriental.”
Coreia do Sul avalia proposta
Já a Coreia do Sul afirmou que analisará a solicitação norte-americana antes de tomar qualquer decisão.
O gabinete presidencial sul-coreano informou no domingo que o governo vai examinar cuidadosamente o pedido de Trump e “comunicar-se estreitamente” com os Estados Unidos sobre o tema.
A reação cautelosa das principais potências ocorre em um momento de elevada tensão no Golfo Pérsico, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz continua afetando uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.


