Netanyahu ameaça Teerã e promete resposta com “força nunca antes experimentada”
Primeiro-ministro de Israel diz que “erro do Irã” será respondido com força inédita
247 – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elevou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (19), ao fazer um discurso no parlamento israelense e prometer uma reação militar “sem precedentes” caso Teerã ataque o território israelense. As declarações foram publicadas pela RT Brasil.
“Se o Irã cometer o erro de nos atacar, responderemos com uma força que o país jamais experimentou”, afirmou Netanyahu. Na mesma fala, o premiê acrescentou que “ninguém pode prever o que acontecerá no Irã, mas, aconteça o que acontecer, o país nunca mais será o mesmo”.
Escalada verbal e pressão sobre o cenário regional
A ameaça pública de Netanyahu ocorre em meio a um ambiente de tensão crescente envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos, com sinais contraditórios sobre os próximos passos de Washington. Segundo o relato, havia a percepção de que o governo americano avaliava alternativas militares, ao mesmo tempo em que acompanhava a situação interna iraniana.
Ainda de acordo com o texto, foi noticiado anteriormente que Netanyahu teria pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adiasse quaisquer planos de ataque militar contra o Irã, país que vem sendo descrito como palco de “violentos protestos antigovernamentais” nas últimas semanas.
Conversa com Trump e sinais ambíguos sobre ação militar
O líder israelense teria conversado com Trump na quarta-feira (14), no mesmo dia em que o presidente americano disse ter recebido informações de “fontes muito importantes do outro lado” sobre a suspensão de assassinatos de manifestantes e execuções no Irã.
Essas declarações foram interpretadas, no texto, como um possível sinal de que Trump poderia ter descartado um ataque militar, opção que vinha sendo considerada. No entanto, um “alto funcionário americano” citado na reportagem enfatizou que Trump não descartou alternativas militares e que a decisão dependerá das futuras ações das forças de segurança iranianas diante dos protestos.
Protestos no Irã, crise econômica e reação do governo
A reportagem também contextualiza a crise interna iraniana. As manifestações teriam começado no fim de 2025, segundo meios de comunicação locais, após comerciantes de Teerã fecharem seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial, que caiu a mínimas históricas em relação ao dólar.
As autoridades iranianas, ainda segundo o texto, reconheceram as pressões econômicas vividas pela população e sinalizaram que manifestações pacíficas são legítimas. “Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações”, afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Ao mesmo tempo, o governo iraniano alertou para a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo a versão oficial, estariam tentando provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
Confrontos e mortes relatados por agência iraniana
O texto cita ainda episódios de violência em meio às manifestações. Confrontos entre forças de segurança e manifestantes teriam sido noticiados em 3 de janeiro no município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, quando um pequeno grupo teria atacado um hospital e causado destruição em vias públicas.
Segundo informações atribuídas à agência iraniana Mehr, ao menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos.
Tensão entre Israel e Irã volta ao centro do tabuleiro
As declarações de Netanyahu, somadas à instabilidade descrita dentro do Irã e às sinalizações de Washington, recolocam o risco de escalada regional no centro do debate internacional. Ao escolher o parlamento israelense como palco para a advertência, o premiê torna pública uma mensagem direta a Teerã, enquanto o governo Trump mantém, segundo a reportagem, a possibilidade de alternativas militares condicionadas ao comportamento das forças de segurança iranianas diante dos protestos.


