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Visando aproximação com direita internacional, Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha com viagem a Israel

Senador viaja a Israel e ao Oriente Médio antes de percorrer estados brasileiros

Flávio Bolsonaro - 19 de dezembro de 2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu início à sua pré-campanha à Presidência da República com uma estratégia centrada no cenário internacional. Antes de intensificar agendas nos estados brasileiros, o parlamentar planeja uma viagem que começa na próxima segunda-feira (19), com destino inicial a Israel, e que pode se estender a outros países do Oriente Médio e da Europa.

Segundo a Folha de São Paulo, Flávio deverá viajar acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal que teve o mandato cassado no ano passado e atualmente vive nos Estados Unidos. Ambos foram convidados a palestrar em uma conferência internacional de combate ao antissemitismo, marcada para os dias 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém, evento que contará com a presença do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.

Conferência em Jerusalém marca início do giro internacional

Após a participação no evento em Israel, a agenda prevê visitas ao Bahrein e aos Emirados Árabes Unidos. Segundo aliados do senador, a iniciativa tem como principal objetivo aproximá-lo de lideranças da direita internacional, tendo Netanyahu como uma das principais referências políticas neste campo.

A organização da viagem ficou sob responsabilidade de Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde março do ano passado. A partir de lá, ele passou a atuar junto a setores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo articulações e medidas de retaliação ao Brasil e a autoridades brasileiras, em meio às investigações que envolvem Jair Bolsonaro (PL) na chamada trama golpista.

Aproximação com líderes da direita global

A busca por referências internacionais da direita e da extrema direita não é inédita no bolsonarismo. Em 2025, Flávio Bolsonaro esteve em El Salvador, onde o governo de Nayib Bukele, identificado com a ultradireita, passou a ser citado por aliados como inspiração política. De acordo com assessores do senador, o atual giro internacional também pode incluir países da Europa.

Além disso, Flávio planeja visitar, ainda nesta viagem ou em uma próxima, a Argentina, governada por Javier Milei, e o Chile, onde o político de direita José Antonio Kast venceu as eleições. A previsão é que o senador retorne ao Brasil em 15 de fevereiro, após o encerramento do recesso do Senado, que termina oficialmente no dia 1º.

Viagens ao exterior antecedem agenda nos estados

O Senado autorizou a ausência de Flávio Bolsonaro em missão oficial entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro, período em que ele estará em Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. O convite para a conferência em Jerusalém foi divulgado nas redes sociais pelo ministro israelense de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, em publicação compartilhada pelo senador. Na postagem, Chikli atribuiu o crescimento do antissemitismo ao fanatismo islâmico, que, segundo ele, teria apoio “da esquerda fraca e da falsa direita”.

No fim do ano passado, Flávio esteve nos Estados Unidos para se reunir com Eduardo e elogiou publicamente a atuação internacional do irmão. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, afirmou o senador em entrevista ao influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo.

Paralelamente à agenda internacional, integrantes da pré-campanha afirmam que Flávio Bolsonaro pretende intensificar viagens pelo Brasil nos próximos meses. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é apontado como um dos estados prioritários na estratégia de consolidação política do senador.

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