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Netanyahu defende presença militar no Líbano, na Síria e em Gaza

Netanyahu pretende continuar ocupação do Líbano, Síria e Gaza, e Katz rejeita retirada e pressões por cessar-fogo

Benjamin Netanyahu e Israel Katz (Foto: Hispan TV)
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247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende a presença militar em Líbano, Síria e Gaza enquanto o ministro da Defesa, Israel Katz, rejeita a retirada de tropas e pressões por cessar-fogo, em meio a novas tensões regionais no Oriente Médio. Segundo a HispanTV, os dois dirigengtes do governo israelense afirmaram que as forças do país permanecerão nas chamadas “zonas de segurança” pelo período que considerarem necessário.

Netanyahu fez a declaração durante uma cerimônia de formatura de oficiais de combate realizada na quinta-feira (25). Na ocasião, ele afirmou que as tropas israelenses permanecerão nessas áreas “pelo tempo que for necessário”, em referência a partes do sul do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza.

A posição foi reforçada por Israel Katz, que afirmou que Tel Aviv não pretende recuar dessas regiões. Na quarta-feira, o ministro declarou que Israel “não se retirará do sul do Líbano”, mesmo que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faça esse pedido.

A declaração ocorre em um contexto de pressão internacional por redução das hostilidades e respeito à soberania libanesa.

Mesmo após a entrada em vigor do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, em 18 de junho, Israel manteve sua presença militar e continua a realizar ataques no sul do Líbano, segundo a emissora. A reportagem também afirma que Katz comunicou a posição israelense ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enquanto Netanyahu informou Donald Trump de que as tropas permaneceriam no sul libanês.

As declarações de Netanyahu e Katz ampliam as divergências diplomáticas sobre o futuro das áreas ocupadas e sobre a aplicação de acordos de cessar-fogo. A permanência de forças israelenses em territórios de Líbano, Síria e Gaza é criticada por governos e organismos internacionais, que cobram o fim das operações militares e a preservação da soberania dos países afetados.

No caso do Líbano, a HispanTV afirma que, apesar das tratativas de cessar-fogo, as forças israelenses continuaram realizando bombardeios no sul do país, incluindo áreas próximas à fronteira e subúrbios do sul de Beirute. Autoridades libanesas citadas no texto afirmam que, desde março, mais de 4.230 pessoas morreram em consequência dos ataques.

A continuidade das operações também se soma à crise humanitária na Faixa de Gaza, onde Israel mantém ofensivas militares desde o início da guerra. A reportagem aponta que o governo israelense busca consolidar sua presença em áreas consideradas estratégicas, enquanto cresce a pressão internacional por uma solução política para o conflito e pelo fim das ações militares em territórios árabes.

As falas de Netanyahu e Katz indicam que o governo israelense pretende manter sua estratégia militar nas três frentes, apesar das críticas externas e das negociações em torno de cessar-fogo. A postura aprofunda a instabilidade regional e mantém em aberto o risco de novos confrontos no sul do Líbano, na Síria e em Gaza.

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