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ONG palestina denuncia abusos em prisão na Cisjordânia após ministro israelense defender execuções em vídeo

Imagens também mostram abusos e violência de agentes de Israel; Itamar Ben-Gvir afirmou que presídio é "motivo de orgulho"

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir (Foto: Ohad Zwigenberg/Pool via Reuters)

247 - Uma ONG palestina denunciou abusos contra detidos após a divulgação de um vídeo que mostra uma operação policial violenta e repressiva dentro de uma prisão militar na Cisjordânia. As imagens mostram agentes armados em um corredor do presídio e retirando presos das celas. No vídeo, o ministro da Segurança Nacional israelense e um dos principais defensores do genocídio promovido por Israel em Gaza, Itamar Ben-Gvir, sugeriu executar os detentos. As informações são da agência AFP.

Além disso, o político de extrema-direita israelense fez declarações sobre a situação dos presos palestinos. "É simplesmente motivo de orgulho: chegar a uma prisão como esta, uma prisão para terroristas, os mais abjetos dos abjetos, vê-los assim". Segundo registros divulgados por veículos locais, cerca de 20 agentes participaram da operação, avançando por um corredor da penitenciária e lançando granadas de efeito moral. Depois, cinco detidos foram retirados das celas com as mãos amarradas e obrigados a deitar no chão.

A visita ocorreu antes da votação final no Parlamento israelense de um projeto de lei que propõe a pena de morte para presos palestinos condenados por terrorismo. O episódio também ocorreu próximo ao início do mês sagrado muçulmano do Ramadã.


Denúncia de organizações palestinas

A denúncia foi apresentada pelo Clube de Prisioneiros Palestinos. O dirigente Abdala al Zaghari afirmou que "Tudo isso faz parte das exibições contínuas destinadas a se vingar dos detidos palestinos". Ele também declarou que as ações do governo atingem o sistema internacional de direitos humanos.

Ben-Gvir integra a coalizão governista liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e é apontado como um dos integrantes mais radicais do governo responsável pelo genocídio em Gaza. O grupo Hamas classificou as declarações do ministro como um "novo crime de guerra e desafio flagrante ao direito internacional humanitário no que diz respeito aos prisioneiros".

Organizações internacionais de direitos humanos relatam denúncias de abusos contra palestinos. O episódio ocorre em meio a repercussões jurídicas e políticas internacionais, incluindo debates após decisão judicial no Reino Unido envolvendo o grupo Ação Palestina.

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