HOME > Mundo

ONU aponta média de 47 mulheres e meninas mortas por dia durante genocídio promovido por Israel em Gaza

Levantamento da organização indica que mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas no território palestino entre outubro de 2023 e dezembro de 2025

Um veículo da ONU lidera ambulâncias que transportam feridos de guerra e pacientes que deixam Gaza em 19 de março de 2026 (Foto: REUTERS/Ramadan Abed.)

247 - Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), divulgado nesta sexta-feira (17), aponta que, em média, pelo menos 47 mulheres e meninas foram mortas por dia durante o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza. As informações são da agência Reuters.

Segundo o levantamento, mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas no território palestino entre outubro de 2023 e dezembro de 2025. A agência da ONU volta a alertar que o número de mortes permanece elevado mesmo após o início de um cessar-fogo considerado frágil.

Em Genebra, a chefe de ação humanitária da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, afirmou que "elas eram pessoas com vidas e sonhos", ao comentar o impacto humano dos dados apresentados no relatório. A organização também destacou que a proporção de mulheres e meninas entre as vítimas em Gaza é superior à registrada em conflitos anteriores na região.

De acordo com o relatório, embora um cessar-fogo tenha sido estabelecido em outubro de 2025, os dados indicam que mortes continuaram a ocorrer nos meses seguintes. A ONU Mulheres afirma, no entanto, que não possui números precisos desse período devido à falta de dados desagregados por gênero. Informações citadas no levantamento apontam que mais de 750 palestinos foram mortos desde o início da trégua, segundo médicos locais.

Impacto humanitário e deslocamento

O relatório também indica que cerca de 1 milhão de mulheres e meninas estão deslocadas na Faixa de Gaza devido ao genocídio promovido por Israel. A ONU Mulheres alerta que a destruição de infraestrutura tornou o acesso a serviços básicos extremamente limitado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 500 mil mulheres enfrentam dificuldades para acessar serviços essenciais, incluindo cuidados pré e pós-natais e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também informou que crianças seguem sendo mortas e feridas em ritmo alarmante, com pelo menos 214 óbitos registrados nos últimos seis meses.

Artigos Relacionados