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ONU condena assassinatos de civis por Israel em ataques na Faixa de Gaza

Organização diz estar alarmada com bombardeios que mataram mais de 30 palestinos e cobra proteção à população civil

Crianças palestinas caminham entre os escombros de prédios residenciais destruídos na Cidade de Gaza, em 28 de janeiro de 2026 (Foto: REUTERS/Mahmoud Issa)

247 - A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta segunda-feira (2) estar alarmada com os relatos de mortes de civis na Faixa de Gaza em decorrência de ataques aéreos realizados por Israel no fim de semana. A ofensiva ocorreu apesar do cessar-fogo firmado em outubro que resultou na morte de mais de 30 pessoas, segundo autoridades de saúde palestinas. Os mortos se somam às milhares de vítimas do genócidio praticado por Israel contra o povo de Gaza desde 2023. As informações são da CNN Brasil

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, declarou que a organização está "muito preocupada com a morte de civis e os ataques aéreos israelenses" e reiterou a condenação da ONU a todas as mortes de civis, independentemente do contexto. No sábado (31), Israel realizou alguns dos ataques aéreos mais intensos desde o início do cessar-fogo, atingindo diferentes pontos de Gaza.

Vítimas incluem três meninas da mesma família

Entre as vítimas, segundo autoridades palestinas, estão três meninas da mesma família. A população do território vive majoritariamente em tendas improvisadas e em edifícios danificados após meses de genocídio e violência praticados por Israel.

A ONU voltou a alertar para o impacto humanitário da ofensiva israelense sobre a população palestina. O território abriga mais de 2 milhões de habitantes, que enfrentam escassez de alimentos, água e serviços básicos, além da destruição em larga escala da infraestrutura civil.

ONU celebra reabertura de Rafah e cobra livre circulação de ajuda

No mesmo pronunciamento, a ONU saudou a reabertura da passagem de Rafah, que permitiu que alguns pacientes e seus acompanhantes deixassem Gaza em direção ao Egito. Outros deslocamentos ocorreram pela passagem de Kerem Shalom, sob controle israelense. Dujarric afirmou que as agências humanitárias precisam ter permissão para operar livremente na região e alertou que restrições ao trabalho de organizações de ajuda podem comprometer gravemente os esforços de socorro à população civil.

A ONU pediu que civis possam entrar e sair de Gaza com segurança e que a passagem de ajuda humanitária e comercial por Rafah seja ampliada. A cidade, que antes da guerra abrigava cerca de 250 mil habitantes, foi demolida e despovoada durante a ofensiva israelense. A passagem de Rafah permaneceu fechada durante a maior parte do conflito e sua reabertura é considerada uma das últimas etapas relevantes previstas na fase inicial do cessar-fogo alcançado em outubro.

Israel alega "resposta a violação do cessar-fogo"

O Exército israelense afirmou que os bombardeios foram uma resposta a uma violação do cessar-fogo registrada no dia anterior. Segundo os militares, tropas israelenses identificaram oito homens armados saindo de um túnel na região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, área que permanece sob controle de Israel conforme os termos do acordo.

Apesar das diversas mortes de civis, as  Forças de Defesa de Israel disseram ainda que os ataques tiveram como alvo comandantes, depósitos de armas e locais de produção pertencentes ao Hamas e ao grupo Jihad Islâmica. O Hamas, que controla parte significativa de Gaza, acusou Israel de violar o cessar-fogo, mas não informou se integrantes do grupo foram atingidos durante os bombardeios.

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