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Organização de direitos humanos bloqueia relatório que acusa Israel de crimes contra a humanidade

Diretor da Human Rights Watch para Israel-Palestina renunciou após bloqueio do relatório por novo diretor

Faixa de Gaza após genocídio cometido por Israel (Foto: REUTERS/Nir Elias)

247 - O diretor da Human Rights Watch (HRW) para Israel-Palestina renunciou em protesto, afirmando que o novo diretor-executivo da organização impediu a publicação de um relatório que expunha Israel por cometer supostos crimes contra a humanidade ao negar aos refugiados palestinos o direito de retorno. As informações foram divulgadas pelo canal PressTV nesta quarta-feira (4). 

O relatório, de 33 páginas, jamais publicado, documenta as experiências de palestinos deslocados da Faixa de Gaza, da Cisjordânia ocupada e de comunidades de refugiados no Líbano, Jordânia e Síria. O documento vincula décadas de negação do direito de retorno a violações claras do direito internacional, incluindo crimes passíveis de responsabilização judicial, de acordo com a reportagem.

Em cartas de renúncia separadas, publicadas na terça-feira (3), Omar Shakir, que liderou a equipe Israel-Palestina da HRW por quase uma década, e a pesquisadora assistente Milena Ansari condenaram a decisão da liderança, classificando-a como uma ruptura com os procedimentos padrão de aprovação.

“Perdi a confiança na integridade da forma como realizamos nosso trabalho e no nosso compromisso com uma apuração baseada em princípios, nos fatos e na aplicação da lei… Diante disso, não posso mais representar ou trabalhar para a Human Rights Watch”, escreveu Shakir em sua carta de renúncia.

A liderança da HRW alegou que o relatório tratava de “questões complexas e de grande impacto”, que exigiriam análises adicionais antes de sua divulgação.

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