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Países da UE discutem possível resposta a ameaças dos EUA contra a Groenlândia

Trump disse que os EUA “absolutamente” precisam da Groenlândia

Kaja Kallas em Bruxelas - 18/12/2025 (Foto: REUTERS/Yves Herman)

247 - Os países da União Europeia discutiram uma possível reação caso as ameaças dos Estados Unidos contra a Groenlândia se confirmem, e as declarações de Washington sobre a ilha são extremamente preocupantes, afirmou nesta quinta-feira (8) a alta representante da UE para Relações Exteriores e Política de Segurança e vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas.

“As mensagens que ouvimos [das autoridades dos EUA] em relação à Groenlândia são extremamente preocupantes, e também tivemos discussões entre os europeus sobre se isso representa uma ameaça real — e, se for o caso, qual seria a nossa resposta. A Dinamarca tem sido uma boa aliada dos Estados Unidos, e todas essas declarações não estão realmente ajudando a estabilidade do mundo”, disse Kallas durante uma coletiva de imprensa no Egito.

No domingo (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à revista The Atlantic que os EUA “absolutamente” precisam da Groenlândia, alegando que a ilha está “cercada por navios russos e chineses”. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pediu que Trump parasse de ameaçar a Groenlândia com anexação.

Na quarta-feira (7), o site Politico informou que a Europa já teria começado a elaborar um plano que poderia incluir medidas de dissuasão europeias e o aumento da presença da OTAN nas proximidades diretas da Groenlândia, caso os Estados Unidos tentem atacar ou tomar a ilha, que atualmente é uma parte autônoma da Dinamarca.

Nesta quinta-feira, a Comissão Europeia afirmou não ter comentários, no momento, sobre informações que indicam que a França estaria preparando um plano para responder às reivindicações dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, disse nesta quinta-feira a porta-voz da Comissão Europeia, Arianna Podesta.

Nesta quinta-feira, o Politico reforçou que a União Europeia pediu que sejam feitos preparativos para um confronto direto com os EUA, em meio às reivindicações de Trump sobre a Groenlândia.(Com informações da Sputnik).

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