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Papa Leão XIV condena pena de morte e defende sua abolição nos EUA

Declaração ocorre após governo Trump propor ampliar métodos de execução

Papa Leão XIV, 23 de abril de 2026 (Foto: Andrew Medichini/Pool via REUTERS)

247 - O papa Leão XIV voltou a condenar a pena de morte nesta sexta-feira (24) e defendeu sua abolição nos Estados Unidos. A manifestação ocorre em meio a propostas do governo do presidente Donald Trump para ampliar os métodos de execução no sistema federal. As informações são da agência Reuters.

Em mensagem enviada à DePaul University, em Chicago, por ocasião dos 15 anos da abolição da pena capital no estado de Illinois, o pontífice afirmou que a doutrina da Igreja Católica considera a vida humana sagrada desde a concepção.

"O direito à vida é a base" de todos os demais direitos, disse o papa. Segundo ele, sociedades que preservam a vida tendem a prosperar. O líder religioso também destacou que sistemas prisionais eficazes podem garantir a segurança pública sem eliminar a possibilidade de reabilitação de pessoas condenadas por crimes graves.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que pretende ampliar as formas de execução disponíveis no âmbito federal. A medida foi justificada por dificuldades na obtenção de substâncias utilizadas em injeções letais.

Segundo relatório do órgão, os protocolos podem ser modificados para incluir métodos como fuzilamento, eletrocussão e asfixia por gás, além da injeção letal. A iniciativa está alinhada à promessa de campanha de Trump de retomar a aplicação da pena capital.

Antes dele, o ex-presidente Joe Biden havia comutado as penas de 37 presos federais condenados à morte, mantendo apenas três execuções previstas.

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