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Paquistão intensifica atividade diplomática por negociação de paz entre EUA e Irã

Autoridades paquistanesas alertam para risco de continuidade da guerra e apostam em negociações nas próximas 48 horas

Outdoor oficial anuncia negociações entre Irã e EUA no Paquistão (Foto: Reuters)

247 - O Paquistão intensificou sua atuação diplomática para evitar uma escalada militar no Golfo, defendendo a continuidade do cessar-fogo e a retomada urgente das negociações entre Estados Unidos e Irã. O país tem pressionado por diálogo direto, avaliando que o risco de conflito permanece elevado caso não haja avanços nas próximas horas.

De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, Islamabad desempenhou papel central na extensão do cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertando que a alternativa imediata seria o agravamento da crise militar na região.

A diretora-geral do South Asian Strategic Stability Institute University e assessora do Ministério da Defesa do Paquistão, Maria Sultan, destacou o impacto direto que o fim da trégua poderia provocar. “Se o cessar-fogo não tivesse sido estendido, teríamos visto um aumento imediato da tensão militar no Golfo”, afirmou.

Ela também chamou atenção para o risco de deterioração em áreas estratégicas. “Poderia ter agravado ainda mais a situação no Estreito de Ormuz, onde há uma presença crescente de forças militares dos Estados Unidos”, acrescentou.

Segundo Sultan, o Paquistão tem mantido consultas intensas tanto com Washington quanto com Teerã, buscando reabrir canais de negociação, inclusive com a possibilidade de novos encontros em Islamabad.

A autoridade paquistanesa foi direta ao apontar os riscos de um impasse diplomático. “Se não houver negociações, a guerra talvez seja a única opção restante entre os dois”, alertou.

Apesar do cenário de tensão, ela demonstrou cautela otimista em relação à retomada do diálogo. “Ainda estamos muito esperançosos de que as negociações comecem nas próximas 24 a 48 horas”, disse.

Para Islamabad, há uma percepção crescente entre as partes envolvidas sobre os custos de uma escalada. “Eles entendem que o custo da próxima fase da guerra seria catastrófico, não apenas para eles, mas para a região e a economia global”, concluiu Sultan.

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