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Parlamento do Reino Unido rejeita investigação contra Starmer no caso Mandelson

Keir Starmer diz não ter conhecido vínculos do ex-embaixador com Jeffrey Epstein na época da nomeação

Keir Starmer, 27 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Temilade Adelaja/Pool/Arquivo de foto)

247 - O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, não será alvo de investigação parlamentar após votação na Câmara dos Comuns nesta terça-feira (28), que rejeitou a abertura de um inquérito sobre o chamado caso Mandelson. As informações são da RFI.

A proposta buscava apurar se Starmer teria prestado declarações enganosas ao Parlamento ao tratar da nomeação de Peter Mandelson, aliado político, para o cargo de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos.

Votação e consequências

Por 335 votos a 223, os parlamentares britânicos rejeitaram a moção que pedia a instalação de uma comissão para investigar as respostas do primeiro-ministro sobre o caso.

A abertura do inquérito poderia, em tese, levar à renúncia de Keir Starmer caso fosse comprovado que ele mentiu de forma deliberada ao Parlamento.

Vínculos com Epstein

O caso envolve a indicação de Peter Mandelson, de 72 anos, feita em dezembro de 2024. Starmer afirmou não ter conhecimento, à época, dos vínculos próximos entre Mandelson e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Mandelson foi exonerado do cargo em setembro do ano passado, após a divulgação dessas ligações. O primeiro-ministro também declarou ter sido informado apenas neste mês de que o ex-embaixador havia sido reprovado em uma verificação de antecedentes justamente por causa de sua relação com Epstein. Segundo ele, os procedimentos formais de nomeação teriam sido seguidos corretamente.

Starmer resiste às pressões

Durante a crise, Keir Starmer resistiu a pedidos de renúncia e afirmou ser alvo de "mentiras" atribuídas a Mandelson. O caso gerou críticas inclusive dentro do Partido Trabalhista, legenda do primeiro-ministro. Starmer também afirmou que servidores públicos teriam ocultado informações relacionadas à checagem de antecedentes do ex-embaixador.

Na semana anterior, o premiê criticou membros do Ministério das Relações Exteriores e declarou que não teria feito a nomeação caso tivesse conhecimento prévio do histórico de Mandelson.

Autorização de segurança e oposição

O caso voltou a ganhar destaque em abril após revelações do jornal The Guardian, em 16 de abril, posteriormente confirmadas pelo governo britânico, indicando que Mandelson recebeu autorização de segurança para o cargo em janeiro de 2025, apesar de parecer desfavorável do órgão responsável pela avaliação.

A moção foi apresentada pela líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, que acusou o governo de fragilidade política. Starmer classificou a iniciativa como uma manobra às vésperas de eleições locais previstas para maio.

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