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Portos petrolíferos do Iraque suspendem operações após ataques iranianos

Ataques a petroleiros no Golfo Pérsico elevam tensão regional e afetam segurança energética

Navio iraquiano pega fogo após bonbardeio iraniano (Foto: Reuters)

247 - As operações nos portos petrolíferos do Iraque foram completamente interrompidas após ataques atribuídos ao Irã contra dois navios petroleiros no Golfo Pérsico. A paralisação afeta diretamente os terminais de exportação de petróleo do país, em meio à escalada de tensão militar no Oriente Médio.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, com base em declarações à Agência de Notícias Iraquiana, as atividades foram suspensas exclusivamente nos terminais ligados à indústria petrolífera. Os portos comerciais continuam funcionando normalmente, segundo autoridades locais.O diretor-geral da Companhia de Portos Iraquiana, Farhan al-Fartousi, confirmou a interrupção das operações e explicou que a medida foi tomada após os ataques registrados nas águas do Golfo Pérsico.

“As operações nos terminais de petróleo do Iraque foram totalmente suspensas”, afirmou al-Fartousi à Agência de Notícias Iraquiana.

Os ataques atingiram dois petroleiros que acabaram incendiados após serem atingidos por um dispositivo que autoridades acreditam ser um drone aquático iraniano. O incidente resultou na morte de um tripulante, enquanto 38 pessoas foram resgatadas das embarcações em chamas.

Tensão no golfo pérsico

Desde quarta-feira (11), seis ataques contra embarcações foram registrados no Golfo Pérsico, região considerada estratégica para o transporte global de petróleo. A intensificação das hostilidades ocorre em um momento de crescente instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de energia do mundo.A estatal petrolífera iraquiana SOMO alertou para os impactos do episódio na estabilidade do país.

“O incidente impacta negativamente a segurança e a economia do Iraque”, afirmou a empresa.

Instabilidade no oriente médio

Os ataques ocorrem em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, quando uma operação coordenada entre os dois países assassinou em Teerã o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outros integrantes da alta cúpula do regime.

Segundo autoridades norte-americanas, dezenas de embarcações iranianas, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares também teriam sido destruídos durante as operações.

Em resposta, o governo iraniano realizou ataques em diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Teerã afirma que as ações têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nesses territórios.De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início do conflito.Já a Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram em ataques atribuídos ao Irã durante a escalada militar.

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