“Portugal nos mostra que é possível derrotar a extrema-direita”, diz Lindbergh
Deputado do PT celebrou a vitória de José António Seguro e afirmou que resultado português inspira a luta contra o bolsonarismo no Brasil
247 - A vitória do socialista José António Seguro no segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, neste domingo (8), repercutiu fortemente entre lideranças progressistas brasileiras. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou o resultado como um sinal de que a extrema-direita pode ser derrotada nas urnas e associou o episódio ao cenário político brasileiro.
Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou que a vitória portuguesa deve servir de inspiração para a mobilização democrática no Brasil. “Portugal nos mostra que é possível derrotar a extrema direita. Que os ventos da vitória portuguesa soprem com força também aqui no Brasil. Vamos com tudo derrotar o bolsonarismo em outubro, para que o Brasil siga no caminho da democracia, da soberania e da justiça social”, escreveu o parlamentar. A informação foi divulgada a partir de contexto noticioso sobre o resultado eleitoral em Portugal.
O deputado também parabenizou o candidato vencedor e a população portuguesa pela ampla margem obtida no pleito. “Parabéns, Seguro e portugueses, pela vitória maiúscula nas urnas!”, completou Lindbergh.
José António Seguro, do Partido Socialista, venceu de forma expressiva o segundo turno contra André Ventura, candidato do partido de extrema-direita Chega. Com cerca de 95% das urnas apuradas, Seguro somava aproximadamente 66% dos votos válidos, enquanto Ventura registrava 34% e já havia reconhecido a derrota.
Aos 63 anos, Seguro tem formação em Relações Internacionais e mestrado em Ciência Política. Sua trajetória inclui atuação como deputado em Portugal e também no Parlamento Europeu durante os anos 1990. Entre 2001 e 2002, foi ministro-adjunto do então primeiro-ministro António Guterres, hoje secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Com a vitória, Seguro deve assumir a presidência portuguesa em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, eleito pelo Partido Social Democrata (PSD) e atualmente sem filiação partidária.
Em Portugal, o presidente exerce a função de chefe de Estado, enquanto o comando do governo permanece sob responsabilidade do primeiro-ministro. Desde 2024, o cargo é ocupado por Luís Montenegro, do PSD, legenda de centro-direita.


