Prefeito de Nova York se posiciona a favor de greve histórica de enfermeiros
Paralisação reúne cerca de 15 mil profissionais de três grupos hospitalares privados
247 - Em Nova York, nesta segunda-feira (12), aproximadamente 15 mil enfermeiros de três grandes grupos hospitalares iniciaram uma paralisação, já considerada a maior da história da cidade. Segundo a Associação de Enfermeiras do Estado de Nova York (NYSNA), a greve começou após meses de negociações fracassadas para a renovação de contratos coletivos, que terminaram em impasse. As informações são do jornal O Globo.
O movimento levou as autoridades locais a decretarem estado de emergência diante do impacto sobre os serviços de saúde. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou apoio aos profissionais em greve. "Sabemos que durante o 11 de setembro foram as enfermeiras que cuidaram dos feridos", disse. Ele também lembrou a atuação da categoria durante a crise sanitária recente. "Sabemos que, durante a pandemia global, foram os enfermeiros que foram trabalhar, mesmo à custa da própria saúde", afirmou ao aparecer usando um lenço vermelho da NYSNA.
Reivindicações e mobilização da categoria
A categoria reivindica melhores salários e condições de trabalho, além de medidas relacionadas à segurança de pacientes e profissionais. Linhas de piquete foram montadas em diferentes unidades hospitalares privadas, incluindo centros do New York-Presbyterian, do Montefiore Bronx e do Mount Sinai. A NYSNA afirma que a dimensão da mobilização não tem precedentes na história do sistema de saúde da cidade.
A presidente da entidade, Nancy Hagans, criticou a postura das administrações hospitalares. "Infelizmente, executivos gananciosos de hospitais decidiram priorizar o lucro em detrimento da segurança do atendimento ao paciente e forçar os enfermeiros a entrar em greve quando preferiríamos estar ao lado de nossos pacientes", afirmou. Segundo ela, "a administração do hospital se recusa a abordar nossas questões mais importantes: a segurança dos pacientes e dos enfermeiros".
Posição de Mamdani
Zohran Mamdani apelou para que as partes envolvidas retomem as negociações. "Devem retornar imediatamente à mesa de negociações e não a abandonem. Devem negociar de boa fé", declarou.
Diante da greve, os grupos hospitalares informaram ter adotado medidas emergenciais, como transferências e altas de pacientes, cancelamento de algumas cirurgias e contratação de profissionais temporários para manter o atendimento.


