Presidente iraniano acusa Trump e Netanyahu de fomentar protestos
Líder iraniano aponta envolvimento dos EUA, Israel e Europa em crise que sacode o país e agrava instabilidade social
247 - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a Europa desempenharam um papel ao “provocar” a população durante os recentes protestos que tomaram o país.
A declaração é feita em meio a um cenário de intensificação das manifestações e tensões geopolíticas crescentes no Oriente Médio.
De acordo com informações da Reuters citadas pela CNN Brasil, Trump tem considerado opções de ações militares contra líderes iranianos com o objetivo de estimular manifestações internas no Irã. Autoridades de Israel e países árabes apontam, no entanto, que o uso exclusivo do poder aéreo não seria suficiente para derrubar o regime teocrático.
Segundo Pezeshkian, as ações externas contribuíram para acirrar as tensões no país e alimentar as revoltas populares que começaram no final de 2025. Fontes americanas familiarizadas com as discussões relataram que Trump buscava criar condições para uma “mudança de regime” após a repressão brutal que esmagou um movimento de protesto nacional no início do mês, resultando na morte de milhares de pessoas.
O presidente iraniano atribuiu a escalada da crise não apenas aos fatores internos, como a profunda insatisfação com a economia, mas também às pressões externas, incluindo o papel de Washington e Tel Aviv. As tensões entre Teerã e os aliados ocidentais se intensificaram nos últimos meses, com acusações mútuas e ameaças de retaliação em um cenário volátil.
A situação em torno do Irã continua marcada por movimentações diplomáticas e militares. Os Estados Unidos reforçaram sua presença naval na região, e discussões sobre possíveis respostas a ações iranianas seguem no radar de líderes globais, incluindo os europeus, que também enfrentam críticas de Teerã por seu papel percebido nas dinâmicas de protesto.
A repercussão das declarações de Pezeshkian deve influenciar ainda mais as relações entre o Irã e as potências ocidentais nos próximos meses.


