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Protesto na Espanha denuncia ação policial contra ativistas da flotilha

Manifestantes condenaram abordagem da polícia basca no retorno de ativistas detidos por Israel após missão de ajuda a Gaza

Protesto na Espanha denuncia ação policial contra ativistas da flotilha (Foto: Reuters)
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247 - Cerca de 2 mil pessoas participaram de um protesto em Bilbao, na Espanha, neste domingo (24), contra a atuação da polícia basca no retorno de ativistas de uma flotilha que tentava levar ajuda humanitária a Gaza e que haviam sido detidos por Israel.

As informações são da Reuters. A manifestação ocorreu um dia depois de uma confusão no aeroporto de Bilbao, no sábado (23), quando familiares e apoiadores tentaram se aproximar de seis ativistas que voltavam da custódia israelense.

Segundo imagens exibidas pela emissora estatal TVE, um parente de um dos ativistas foi impedido com força por um policial ao tentar se aproximar do grupo. A ação provocou confronto entre apoiadores e agentes. As imagens mostraram policiais usando cassetetes, imobilizando pessoas no chão e efetuando prisões, enquanto eram vaiados por testemunhas no local.

Antes do confronto, os ativistas teriam bloqueado a saída de outros passageiros no aeroporto, o que levou a polícia a tentar retirá-los da área. A sequência dos acontecimentos passou a ser alvo de apuração pelas autoridades regionais.

Neste domingo (24), a força policial basca informou, em comunicado, que abriu uma investigação interna para verificar se os agentes cumpriram os protocolos de atuação durante a abordagem. A Reuters afirmou ter procurado o governo espanhol para comentar o caso.

Durante a marcha em Bilbao, manifestantes pró-Palestina levaram faixas com críticas à polícia basca e acusações contra o governo local, apontado pelos participantes como cúmplice do sionismo. O ato expressou indignação com o tratamento dado aos ativistas tanto em Israel quanto em seu retorno ao País Basco.

Os ativistas haviam sido libertados após serem detidos por autoridades israelenses em uma flotilha organizada para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Na sexta-feira (22), organizadores da missão afirmaram que integrantes do grupo sofreram abusos durante o período de detenção em Israel.

De acordo com os organizadores, vários ativistas precisaram ser hospitalizados em razão de ferimentos, e ao menos 15 relataram agressões sexuais, incluindo estupro. O serviço prisional de Israel negou as acusações.

A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente as denúncias feitas pelos ativistas. 

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