França proíbe ministro de Israel de entrar no país e pede sanções da UE
Após vídeo contra ativistas de flotilha rumo a Gaza, França amplia pressão diplomática contra Ben-Gvir e cobra reação europeia
247 - A França decidiu impedir a entrada do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, em seu território, em uma medida tomada após a repercussão de um vídeo no qual o político de extrema direita aparece provocando ativistas de uma flotilha que seguia para Gaza, episódio que ampliou a pressão internacional sobre Israel.
O anúncio foi feito neste sábado (23) pelo ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, que afirmou na rede social X: “A partir de hoje, Itamar Ben-Gvir está proibido de entrar no território francês”.
Barrot também informou que pretende levar o caso ao âmbito europeu. “Junto com meu homólogo italiano, estou pedindo que a União Europeia também adote sanções contra Itamar Ben-Gvir”, declarou o chanceler francês.
A decisão francesa ocorre em meio ao aumento da indignação de governos de diversos países com o tratamento dado aos ativistas da flotilha rumo a Gaza. A embarcação foi interceptada nesta semana em águas internacionais por forças navais israelenses, enquanto tentava levar ajuda humanitária ao território palestino.
Após a interceptação, os ativistas foram detidos inicialmente em Israel e, posteriormente, deportados. Alguns deles relataram ter sofrido agressões físicas durante o período em custódia.
A conduta de Ben-Gvir também foi criticada dentro do próprio governo israelense. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a postura do ministro “não está alinhada com os valores e normas de Israel”.
Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, também reprovaram o comportamento do ministro israelense. A reação reforça o desgaste diplomático provocado pelo episódio, em um momento de crescente pressão internacional sobre as ações de Israel relacionadas à Faixa de Gaza.
Ben-Gvir, uma das figuras mais controversas da política israelense, integra a ala de extrema direita do governo de Netanyahu e ocupa a pasta responsável pela segurança nacional. A proibição de sua entrada na França marca uma nova etapa na pressão europeia sobre autoridades israelenses ligadas a ações consideradas abusivas contra ativistas e civis envolvidos em iniciativas humanitárias para Gaza.



