Otan conclui reunião na Suécia com foco na guerra contra Irã e gastos militares
Aliança militar definiu prioridades de segurança antes da cúpula de julho na Turquia
247 - A Otan encerrou nesta sexta-feira (22), uma reunião ministerial de dois dias na Suécia com o Estreito de Ormuz entre os principais temas da agenda, ao lado das prioridades de segurança da aliança militar antes da cúpula de julho em Ankara, Turquia, dos gastos militares e das tensões envolvendo a guerra contra o Irã.
O encontro reuniu ministros das Relações Exteriores da Otan e teve como foco central a ampliação da capacidade industrial de defesa dos países-membros, além da definição de caminhos para uma meta de gasto militar equivalente a 5% do Produto Interno Bruto. De acordo com a Al Jazeera, a situação no Estreito de Ormuz também ocupou espaço relevante nas discussões.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que o Irã segue tentando usar o fechamento do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão sobre a economia global.
“O Irã continua tentando manter a economia global refém ao fechar o Estreito de Ormuz”, disse Rutte.
Segundo ele, países estão se articulando para garantir que a passagem marítima permaneça aberta ao trânsito. Rutte também defendeu o envio de recursos essenciais à região como parte dos planos em debate.
“É importante que os países estejam se reunindo em torno de planos para garantir que o Estreito possa estar aberto ao trânsito, inclusive com o deslocamento de ativos essenciais para a região”, afirmou o secretário-geral da Otan.
Tensões entre EUA e aliados europeus
A guerra EUA-Israel contra o Irã também evidenciou divergências políticas entre Washington e vários aliados europeus dentro da aliança. O tema apareceu nas discussões em meio à pressão norte-americana por medidas mais firmes contra Teerã.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os aliados da Otan concordam que o Irã não deve desenvolver armas nucleares. No entanto, segundo ele, poucos países teriam agido quando o governo Trump cobrou iniciativas concretas.
Rubio também criticou a Espanha por se recusar a conceder às forças norte-americanas acesso a bases militares em seu território para operações relacionadas ao conflito com o Irã.
Cúpula de Ankara no horizonte
A reunião ministerial na Suécia serviu como etapa preparatória para a cúpula de julho em Ankara, quando a Otan deverá consolidar suas principais diretrizes de segurança. Entre os pontos em discussão estão o fortalecimento da indústria de defesa, o aumento dos gastos militares dos integrantes da aliança e a resposta coordenada a crises em áreas estratégicas.
O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis para o comércio internacional, ganhou destaque no encontro justamente pelo impacto que seu bloqueio pode causar sobre fluxos econômicos globais, segundo as declarações apresentadas pela liderança da Otan.



