Putin condena Ucrânia por ‘ataques terroristas’ contra alvos civis russos
Presidente russo afirmou que drones contra infraestrutura civil buscam espalhar medo e incerteza no país
247 - O presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de realizar ataques com drones contra alvos civis russos, incluindo infraestrutura econômica e áreas habitacionais, com o objetivo de espalhar medo, incerteza e desestabilização interna. As informações são da teleSUR, que publicou a reportagem nesta terça-feira, 23 de junho de 2026.
Segundo a teleSUR, Putin fez as declarações em Moscou, durante um encontro com graduados de academias militares superiores. No discurso, o presidente russo afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia estariam recorrendo a drones de origem ocidental para atingir infraestrutura civil enquanto as tropas russas avançam na frente de batalha.
Ataques com drones e acusação contra o Ocidente
Putin atribuiu os ataques ao que classificou como patrocínio de potências ocidentais, que, segundo ele, financiam e fornecem armamentos a Kiev. O presidente russo afirmou que essas ações teriam como objetivo atingir a população civil e afetar a percepção da sociedade russa sobre o andamento da operação militar.
“Drones, ataques contra infraestrutura civil — para quê? Para tentar desestabilizar a sociedade”, disse Putin.
Em outra declaração, o presidente russo afirmou que o apoio ocidental à Ucrânia ampliaria a pressão contra Moscou.
“Com tamanha pressão, quando todo o Ocidente trabalha para eles e esses veículos aéreos não tripulados chegam em grande número, eles buscam criar alguma incerteza em relação às ações das Forças Armadas Russas”, acrescentou.
Putin promete garantir segurança territorial russa
No mesmo discurso, Putin afirmou que as tropas russas seguem avançando diariamente na frente de batalha. Segundo ele, os militares de Moscou “estão dando tudo de si todos os dias, avançando a cada dia abençoado”.
O presidente russo também declarou que a Rússia irá “até onde for necessário” para garantir a segurança territorial do país. A fala foi feita em meio ao avanço de unidades do Grupo de Tropas do Sul em direção a Konstantinovka, na República Popular de Donetsk, segundo a reportagem.
Putin voltou a apresentar os objetivos da operação militar especial iniciada em 24 de fevereiro de 2022, afirmando que Moscou busca proteger a população do Donbas e conter a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.
Moscou cita ataques recorrentes contra civis
A reportagem também destaca uma sequência de ataques atribuídos por autoridades russas às forças ucranianas. Segundo o texto, a agressão com veículos aéreos não tripulados contra alvos econômicos e habitacionais na retaguarda russa, incluindo refinarias de petróleo e terminais de abastecimento, passou a ser uma prática recorrente.
Na avaliação apresentada por Moscou, essas ações buscariam desgastar a resistência econômica do país, mas teriam fortalecido a coesão interna diante de ameaças externas.
Residência estudantil em Lugansk
A teleSUR informa que a alta comissária russa para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, criticou na segunda-feira, 1º de junho, a ausência de pronunciamento da comunidade internacional após um ataque contra uma residência estudantil em Starobelsk, na região de Lugansk.
De acordo com autoridades locais citadas na reportagem, o bombardeio ocorreu em 22 de maio e deixou 86 pessoas feridas, além de 21 menores mortos, em sua maioria meninas.
Lantratova lamentou o que classificou como uma postura ambígua de parte da comunidade internacional, acusando alguns atores de permanecerem em silêncio diante do episódio ou de minimizarem os fatos. Ela também defendeu a necessidade de responsabilização e combate à impunidade em crimes de guerra.
Ônibus com equipe infantil em Briansk
Outro caso mencionado ocorreu em 17 de junho, quando um drone de asa fixa atingiu um ônibus que transportava uma equipe de futebol infantil de Belarus na região fronteiriça russa de Briansk, segundo informou o governador interino Yegor Kovalchuk.
O veículo levava 44 pessoas, entre elas 28 jovens atletas da Escola Esportiva Juvenil nº 2 de Rechitsa, na província de Gomel. O grupo seguia de férias para Gelendzhik, na região russa de Krasnodar.
Ainda conforme o relato oficial citado pela teleSUR, uma mulher que acompanhava a equipe morreu após o impacto, enquanto seis pessoas ficaram feridas. Entre os feridos estavam quatro menores atingidos por estilhaços.
Ataque em Moscou e medidas no transporte aéreo
A reportagem afirma ainda que, em 18 de junho, as Forças Armadas da Ucrânia realizaram um ataque contra Moscou que deixou ao menos 17 pessoas feridas, incluindo dois menores de idade. Diversas estruturas civis também teriam sido danificadas.
A dimensão do episódio levou à adoção de medidas emergenciais no transporte aéreo. O Aeroporto Internacional Sheremetyevo evacuou temporariamente passageiros para abrigos instalados em áreas de estacionamento, enquanto as operações permaneceram suspensas até as 8h30, no horário local.
Voos com destino a Moscou foram desviados para outros terminais durante a interrupção das atividades. O episódio reforçou o cenário de escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia, em meio às acusações russas de que os ataques com drones têm como alvo estruturas civis e buscam provocar instabilidade dentro do país.



