Reino Unido pode criar novos mecanismos para proibir marchas pró-Palestina, diz Starmer
Primeiro-ministro diz que avalia ampliar poderes para limitar atos, enquanto protestos denunciam o genocídio em Gaza e defendem o direito à manifestação
247 - O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou neste sábado (2) que o governo pode adotar medidas para proibir marchas pró-Palestina em determinadas situações. Os protestos se tornaram comuns em Londres desde 2023, em reação ao genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza. Mais de 75 mil pessoas foram mortas nos primeiros 16 meses do massacre executado por forças israelenses na região, segundo levantamento da The Lancet.
Segundo a agência Reuters, os participantes das marchas sustentam que exercem seu direito democrático de chamar atenção para questões humanitárias e políticas relacionadas à Faixa de Gaza. Mesmo defendendo o ampliamento das proibições, Starmer disse que o direito à liberdade de expressão e ao protesto pacífico será preservado, mas indicou limites para determinados conteúdos.
O premiê afirmou que expressões como “Globalizar a Intifada” são “completamente inaceitáveis” e defendeu que pessoas que utilizarem esse tipo de slogan sejam processadas. Ele acrescentou que o governo avalia a necessidade de ampliar instrumentos legais para lidar com esse tipo de situação.
Ao ser questionado se a resposta do governo deve focar em slogans e cartazes ou na interrupção total dos atos, o premiê respondeu que a prioridade é agir sobre conteúdos específicos, mas não descartou a possibilidade de proibir protestos em alguns casos.
Starmer reconheceu que existem “opiniões fortes e legítimas” sobre o Oriente Médio, mas destacou que membros da comunidade judaica relataram preocupação com a repetição constante das manifestações.


