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Relatório da ONU condena práticas de apartheid de Israel na Cisjordânia

Nações Unidas exigem que Israel interrompa as atividades ilegais de assentamento na Cisjordânia ocupada

Prédios em ruínas durante operação militar israelense em Jenin, na Cisjordânia ocupada por Israel - 03/02/2025 (Foto: REUTERS/Raneen Sawafta)

247 - Um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira (7) condenou Israel por violar o direito internacional ao implementar políticas semelhantes ao apartheid na Cisjordânia, onde colonos israelenses e palestinos estão submetidos a sistemas jurídicos distintos, resultando em discriminação generalizada, informou a Xinhua

O relatório, publicado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), detalhou o impacto sufocante das leis, políticas e práticas de Israel sobre todos os aspectos da vida cotidiana dos palestinos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental.

Segundo o documento, a discriminação sistêmica de Israel contra os palestinos é um problema de longa data, que se agravou de forma acentuada desde dezembro de 2022. O relatório alerta que Israel está violando o direito internacional, que exige dos Estados a proibição e a erradicação da segregação racial e do apartheid.

“As autoridades israelenses tratam os colonos israelenses e os palestinos residentes na Cisjordânia sob dois conjuntos distintos de leis e políticas, resultando em tratamento desigual em uma série de questões críticas, incluindo circulação e acesso a recursos como terra e água”, afirma o relatório.

O texto conclui que há fundamentos razoáveis para acreditar que a segregação, a discriminação e a subordinação têm a intenção de serem permanentes, “para manter a opressão e a dominação dos palestinos”.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, declarou: “Há uma asfixia sistemática dos direitos dos palestinos na Cisjordânia. Trata-se de uma forma particularmente grave de discriminação racial e segregação que se assemelha ao tipo de sistema de apartheid que já vimos anteriormente”.

Turk instou Israel a desmantelar todos os assentamentos e evacuar todos os colonos, além de respeitar o direito do povo palestino à autodeterminação e revogar “todas as leis, políticas e práticas que perpetuam a discriminação sistêmica contra os palestinos com base em raça, religião ou origem étnica”.

Em dezembro de 2016, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 2334, exigindo que Israel interrompesse as atividades ilegais de assentamento na Cisjordânia. Israel se recusou a cumprir as disposições da resolução.

De acordo com o ACNUDH, entre 7 de outubro de 2023 e 13 de novembro de 2025, forças de segurança israelenses e colonos mataram ao menos 1.017 palestinos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Entre as vítimas estavam 221 crianças. O número não inclui palestinos que morreram sob custódia israelense. No mesmo período, 59 israelenses foram mortos em ataques palestinos, ataques suspeitos ou confrontos armados, segundo o organismo.

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