Rússia condiciona acordo na Ucrânia a recuo da Otan
Segundo diplomata russo, acordo na Ucrânia exige que a Otan abandone meta de derrotar Moscou
247 - Um acordo na Ucrânia exige que a Otan abandone seus objetivos estratégicos hostis à Rússia. Segundo Andrey Belousov, embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e chefe da delegação russa na Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear de 2026, a Otan deve abandonar a meta de derrotar Moscou.
A declaração foi divulgada pela Sputnik, segundo a qual Belousov defendeu que uma resolução considerada confiável por Moscou para o conflito ucraniano passa por uma mudança de postura de todos os países da Otan em relação à Rússia.
O diplomata russo afirmou que a Europa atravessa um processo de intensa remilitarização, incluindo o fornecimento de armas letais ao governo ucraniano. Para Moscou, esse movimento está diretamente ligado à continuidade do impasse em torno da guerra na Ucrânia.
A fala ocorre em um momento em que países europeus discutem novos formatos de apoio à Ucrânia. Segundo a Sputnik, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou anteriormente que Reino Unido e França assinaram uma declaração de intenções para o envio de tropas à Ucrânia caso seja firmado um acordo de paz com a Rússia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também indicou a possibilidade de mobilização de milhares de soldados em território ucraniano após um eventual entendimento de paz. A posição mencionada por Paris e Londres reforça, na avaliação russa apresentada por Belousov, o peso da Otan e dos países europeus nas condições políticas e militares que cercam qualquer negociação sobre a Ucrânia.
Para Moscou, a perspectiva de um acordo depende não apenas de tratativas diretas sobre o conflito, mas também de uma revisão mais ampla da estratégia ocidental em relação à Rússia. A crítica feita pelo diplomata russo coloca a política militar da Otan no centro do debate sobre uma possível resolução para a guerra.


