Rússia denuncia plano de países europeus para aumentar produção e fornecimento de drones à Ucrânia
Ministério da Defesa russo criticou decisão que teria sido motivada pelas perdas crescentes e falta de pessoal nas forças militares ucranianas
247 - O Ministério da Defesa da Rússia afirmou, nesta quarta-feira (15), que países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones à Ucrânia para agressões ao território russo. De acordo com o órgão, a decisão foi tomada em 26 de março, diante do que descreve como perdas crescentes e falta de pessoal nas Forças Armadas ucranianas. As informações são da RT Brasil.
O plano prevê ampliação do financiamento a empresas classificadas como “ucranianas” e “conjuntas”, instaladas em países europeus, voltadas à produção de drones de ataque e seus componentes. No comunicado, o governo russo afirmou que considera a medida “um passo deliberado” que contribui para o agravamento da situação político-militar na Europa.
Segundo o ministério, a iniciativa também pode transformar esses países em base estratégica de apoio à Ucrânia. A pasta advertiu que a utilização de drones produzidos em território europeu, em operações contra a Rússia, pode gerar “consequências imprevisíveis”. Ainda segundo a nota, a decisão dos líderes europeus amplia o envolvimento direto desses países no conflito.
Posição de Moscou
O Ministério da Defesa russo declarou que as ações europeias não aumentam a segurança regional e que “as ações dos líderes europeus estão arrastando cada vez mais esses países para a guerra com a Rússia”. O comunicado também afirma que a população europeia deve conhecer as causas das ameaças à segurança e as localizações das empresas envolvidas na produção de drones destinados à Ucrânia.
Moscou tem reiterado que o envio de armamentos por países ocidentais não altera o equilíbrio estratégico no campo de batalha. O governo russo também sustenta que equipamentos militares fornecidos à Ucrânia são considerados alvos legítimos por suas forças. Além disso, autoridades russas alegam que parte do armamento enviado ao país tem sido desviada para grupos criminosos fora da região.

