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Rússia rejeita propostas alternativas para a Palestina e reforça defesa de Estado independente

Porta-voz da chancelaria russa diz que iniciativas já rejeitadas voltaram a ser promovidas por grupos ligados ao Ocidente

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova (Foto: Pavel Bednyakov/Pool via REUTERS)
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247 - A Rússia voltou a defender a criação de um Estado palestino independente e criticou propostas que associam os territórios palestinos a países árabes vizinhos. A posição foi apresentada nesta segunda-feira (8) pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. As informações são da RT Brasil.

Segundo Zakharova, os palestinos devem ter o direito de constituir um Estado próprio na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como capital, coexistindo pacificamente com Israel. "É essencial que a justiça histórica prevaleça e que os palestinos tenham a oportunidade de estabelecer um Estado independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Oriental como sua capital, coexistindo em paz e segurança com Israel", declarou.

Propostas rejeitadas

A representante da diplomacia russa afirmou que grupos financiados por governos ocidentais voltaram a apresentar propostas para o futuro da Palestina que já haviam sido rejeitadas anteriormente. Entre elas, segundo Zakharova, está a ideia de vincular os territórios palestinos aos países árabes vizinhos.

"Não há nada de novo nessas falsidades. Ideias semelhantes já foram expressas antes e foram categoricamente rejeitadas tanto pelo povo palestino quanto pelos países árabes. A história comprovou a absoluta futilidade de tais iniciativas", relembrou.

Base jurídica internacional

De acordo com a porta-voz, essas propostas entram em conflito com os marcos jurídicos internacionais que orientam a busca por uma solução para o conflito palestino-israelense.

Zakharova citou resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), além da Iniciativa de Paz Árabe e dos Princípios de Madri, como referências que continuam válidas para os esforços diplomáticos voltados à resolução da questão no Oriente Médio.

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