Trump ameaça impor 'tarifas muito mais altas' após decisão da Suprema Corte
Presidente dos Estados Unidos ameaçou países que quiserem “brincar com a decisão ridícula da Suprema Corte”
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que qualquer país que tente “brincar” com a recente decisão da Suprema Corte norte-americana poderá ser alvo de tarifas comerciais ainda mais elevadas. Em publicações feitas na rede social Truth Social, ele criticou duramente o entendimento do tribunal e advertiu parceiros comerciais sobre possíveis retaliações.
Em uma das mensagens, Trump declarou: “Qualquer país que queira ‘brincar’ com a decisão ridícula da Suprema Corte, especialmente aqueles que vêm ‘explorando’ os EUA há anos — e até décadas — enfrentará uma tarifa muito mais alta, e algo ainda pior, do que aquela com a qual concordou recentemente. COMPRADOR, CUIDADO!!! Obrigado pela atenção a este assunto”.
O presidente dos Estados Unidos também sustentou que não precisaria recorrer ao Congresso para aplicar novas tarifas. “Essa aprovação já foi concedida, de muitas formas, há muito tempo! Elas também foram recentemente reafirmadas pela decisão ridícula e mal elaborada da Suprema Corte!”, escreveu em outra postagem.
Mais cedo, Trump havia afirmado que a decisão do tribunal, anunciada na sexta-feira (20), teria ampliado seus poderes. Em tom crítico, registrou: “A suprema corte (usarei letras minúsculas por um tempo, com base em uma total falta de respeito!) dos Estados Unidos acidentalmente e inadvertidamente me deu, como Presidente dos Estados Unidos, muito mais poderes e força do que eu tinha antes de sua decisão ridícula, estúpida e muito divisiva internacionalmente”.
Na mesma publicação, o presidente dos Estados Unidos acrescentou: “Por um lado, posso usar Licenças para fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ a países estrangeiros, especialmente aqueles países que vêm NOS EXPLORANDO há muitas décadas, mas, de forma incompreensível, segundo a decisão, não posso cobrar deles uma taxa de Licença — MAS TODAS AS LICENÇAS COBRAM TAXAS, por que os Estados Unidos não podem fazê-lo? Você emite uma licença para cobrar uma taxa! A opinião não explica isso, mas eu sei a resposta!”.
A controvérsia teve início após a Suprema Corte decidir, na sexta-feira passada, que Trump não pode impor tarifas alfandegárias sob a justificativa de emergência nacional. Em resposta, o presidente dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa geral de 10% no mesmo dia. No sábado (21), elevou a alíquota global para 15%.
Apesar da tensão provocada pela decisão judicial, integrantes do governo afirmaram que os acordos comerciais já negociados não serão afetados. Em entrevista exibida no domingo (22) pelo programa Face the Nation, da CBS, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou que os entendimentos firmados com parceiros como China, União Europeia, Japão e Coreia do Sul continuam válidos.
Greer buscou diferenciar esses acordos da tarifa global de 15% anunciada no sábado. “Queremos que eles entendam que esses acordos serão bons acordos”, afirmou. “Vamos mantê-los. Esperamos que nossos parceiros também os mantenham".


