Trump ataca Noruega e volta a reivindicar Nobel da Paz
De acordo com o governo dos EUA, Trump "resolveu" um total de oito guerras em 2025
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o Comitê Nobel da Noruega deveria tê-lo premiado com o Nobel da Paz por cada conflito armado que, segundo ele, os EUA ajudaram a resolver. De acordo com o governo dos EUA, Trump "resolveu" um total de oito guerras em 2025.
“Eu deveria ter ganhado o Nobel [da Paz] por cada guerra... Não deixem ninguém dizer que a Noruega não controla as decisões. Eles vão dizer: ‘Não temos nada a ver com isso’, como brincadeira. Eles perderam muito prestígio”, disse Trump durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, de acordo com declarações divulgadas pela Sputnik.
Em 10 de outubro, o Comitê Nobel, em Oslo, concedeu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 à líder da oposição venezuelana María Corina Machado, pelo que descreveu como seus esforços para promover os direitos democráticos na Venezuela.
No início deste mês, o jornal The Washington Post informou que Trump não tem interesse em ajudar Corina Machado porque ela não lhe concedeu o Prêmio Nobel da Paz em 2025.
Segundo a publicação, Trump considera a aceitação do prêmio por Machado um “pecado imperdoável”, apesar da decisão da líder venezuelana de dedicar a honraria ao presidente dos Estados Unidos.
A respeito da Venezuela, Trump afirmou nesta terça-feira que talvez os Estados Unidos possam, de alguma forma, envolver Corina Machado no processo político do país, acrescentando que veria essa possibilidade com bons olhos.
“Talvez possamos envolvê-la [Machado] de alguma maneira. Eu adoraria poder fazer isso. Maria, talvez possamos fazer isso”, disse Trump durante a coletiva.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, sequestrando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, e levando-os para Nova York. Trump anunciou que Maduro e Flores seriam julgados sob a acusação de envolvimento em “narcoterrorismo” e de representarem uma ameaça, inclusive aos Estados Unidos. Durante a audiência judicial em Nova York, Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações.
Em relação à invasão, Caracas solicitou uma reunião de emergência da ONU, e o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela atribuiu temporariamente as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez. Em 5 de janeiro, Rodríguez assumiu oficialmente o cargo de presidente interina da Venezuela e prestou juramento diante da Assembleia Nacional.


