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Trump sobre Netanyahu após ataque em Beirute: 'ele não tem o menor juízo'

Atual presidente dos EUA disse que ofensiva israelense ocorreu em momento delicado das negociações com o Irã

Benjamin Netanyahu e Donald Trump (Foto: Reuters)
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247 - O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pela autorização de um ataque surpresa contra Beirute, no Líbano, em meio à reta final das negociações com o Irã. A informação foi publicada pelo site Axios.

O chefe da Casa Branca relatou indignação com a ofensiva israelense e disse que o episódio ocorreu quando as partes estavam próximas de assinar um acordo. “Por que Bibi teve que fazer a p? de um ataque? Eu fiquei muito irritado. Ele não tem o menor juízo, deixei isso bem claro para ele”, disse Trump ao portal americano Axios.

O ataque ocorreu na manhã deste domingo (14). As Forças de Defesa Israelenses (IDF) atingiram alvos do Hezbollah na periferia sul de Beirute. Netanyahu afirmou que os bombardeios responderam a “ataques contra o território israelense”.

A ofensiva deixou pelo menos três mortos e 15 feridos. Após o ataque, o comando central das Forças Armadas do Irã prometeu que a ação não ficará “impune”.

Reação iraniana

O principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de autorizar o bombardeio israelense. A fala aumentou a tensão em torno das tratativas entre Estados Unidos e Irã. “Isso demonstra mais uma vez que os Estados Unidos não estão dispostos ou não são capazes de respeitar os próprios compromissos”, afirmou Ghalibaf.

Trump disse ao Axios que recebeu a notícia do ataque por meio de assessores e reagiu com surpresa. Segundo ele, o episódio ocorreu em um momento em que o acordo com o Irã estava prestes a ser concluído. “É muito ruim, eu não podia acreditar. Era para termos assinado o acordo uma hora atrás”, afirmou.

Israel

O governo israelense foi denunciado na Corte Internacional de Justiça pelo crime de genocídio, que deixou entre 70 mil e 80 mil palestinos mortos, de acordo com estatísticas oficiais. Os ataques começaram em outubro de 2023.

Em 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Mas as ações apresentadas na CIJ e no TPI não surtiram efeito. As forças israelenses continuaram as ofensivas.

Mediadores do Egito, Catar e Turquia fazem negociação com palestinos sobre a implementação da segunda fase do plano que havia sido anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Esta etapa da proposta envolve o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses.

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