Israel bombardeia Beirute em meio a tratativas de acordo entre EUA e Irã
Ataque em Beirute ocorre enquanto Washington e Teerã discutem memorando de entendimento para um cessar-fogo na região
247 - As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram neste domingo (14) um ataque aéreo contra o sul de Beirute, capital do Líbano, em meio a uma delicada movimentação diplomática envolvendo Estados Unidos e Irã. As informações são da RT.
Segundo o Exército israelense, a ofensiva teve como alvo uma instalação ligada ao Hezbollah no bairro de Dahieh, considerado um dos principais redutos do grupo xiita libanês. Em comunicado posterior, as IDF afirmaram que o local funcionava como um centro de comando da organização e divulgaram imagens da operação.
Vídeos e fotografias compartilhados nas redes sociais mostraram danos significativos em um prédio residencial atingido pelo bombardeio. De acordo com informações preliminares divulgadas pela imprensa libanesa, pelo menos uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.
Israel justifica ofensiva como resposta ao Hezbollah
As autoridades israelenses afirmaram que a operação foi uma resposta a ataques realizados pelo Hezbollah contra o norte de Israel. Segundo as IDF, o grupo libanês lançou três projéteis contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
Em nota conjunta, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, reforçaram a posição do governo israelense. "Israel não tolerará ataques contra seu território", declararam.
Horas antes do bombardeio, o Hezbollah havia informado ter atacado uma posição de artilharia israelense instalada recentemente na localidade de Al-Adissa, no sul do Líbano.
A troca de ataques evidencia a continuidade das tensões entre Israel e Hezbollah, ampliando as preocupações com uma possível escalada do conflito na região.
Negociações entre EUA e Irã avançam
O ataque ocorreu enquanto Estados Unidos e Irã conduzem negociações para um possível memorando de entendimento. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a assinatura do documento estava prevista para este domingo (14). "O acordo deve ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará aberto a todos", escreveu Trump na rede Truth Social.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país atua como mediador das negociações, também afirmou que a assinatura do acordo era esperada nas próximas 24 horas. Segundo ele, Islamabad já se preparava para a formalização eletrônica do entendimento, seguida por reuniões de alto nível previstas para a próxima semana.
Irã adota tom cauteloso sobre acordo com EUA
Apesar do otimismo demonstrado por Washington e Islamabad, o governo iraniano manteve cautela sobre a conclusão do acordo.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que a possibilidade de assinatura de um memorando de entendimento com os Estados Unidos é elevada, mas descartou que isso ocorresse imediatamente.
"A possibilidade de assinatura de um memorando de entendimento com os EUA é alta", declarou. Na sequência, acrescentou que "isso não acontecerá amanhã".
Questionado sobre uma eventual viagem da equipe negociadora iraniana a Genebra, na Suíça, ou a Islamabad, no Paquistão, Baghaei respondeu: "Precisamos aguardar a data exata da assinatura; no entanto, não temos planos de viajar para Genebra ou qualquer outro lugar nos próximos dias."



