Trump diz no G7 que Irã não terá bomba nuclear
Presidente dos EUA afirma que pacto em negociação impedirá arma nuclear iraniana e promete reação caso Teerã descumpra termos
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante o encontro do G7, na França, que o novo acordo em negociação com o Irã terá como ponto central impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear. Segundo ele, o pacto também busca sustentar a suspensão das hostilidades no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio a tensões com Israel, principal aliado norte-americano na região.
Trump apresentou aos líderes das principais economias ocidentalizadas uma leitura mais detalhada da posição americana sobre o entendimento anunciado no fim de semana. O presidente dos EUA disse que a prioridade de Washington é garantir que o Irã não avance em ambições nucleares bélicas e ameaçou reagir duramente caso o governo iraniano descumpra os compromissos assumidos.
“A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca terá uma arma nuclear, e isso é dito em alto e bom som [no acordo]”, afirmou Trump à imprensa.
O republicano também declarou que os Estados Unidos fariam “cair o inferno” sobre o Irã caso Teerã voltasse a perseguir a construção de uma arma nuclear. Em seguida, defendeu os termos gerais do entendimento em negociação. “Temos um acordo que é um acordo justo, é um bom acordo”, disse.
Apesar das declarações, Trump não revelou detalhes do texto final. A expectativa é que o documento seja assinado por todas as partes em um ato público previsto para sexta-feira (19), em Genebra. O presidente americano indicou apenas que o processo diplomático entrou em uma “segunda fase”, descrita por ele como mais “simples” do que a etapa anterior.
A fala ocorreu um dia depois de o vice-presidente JD Vance afirmar que muitos pontos do acordo ainda permaneciam em aberto. A ausência de detalhes mantém a atenção dos aliados voltada para os próximos passos da negociação, especialmente diante do impacto regional do pacto e das reações de Israel.
Trump também criticou Israel durante sua participação no G7. Autoridades israelenses demonstraram publicamente insatisfação com o plano conduzido pelo republicano, em um momento no qual Washington tenta apresentar o acordo como uma alternativa para conter a escalada de conflitos no Oriente Médio.
O entendimento com o Irã foi anunciado no fim de semana como parte de uma tentativa de suspender hostilidades e restabelecer a navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo. A posição de Trump, no entanto, deixou claro que a questão nuclear permanece no centro da política americana para Teerã.
A assinatura prevista em Genebra deverá indicar quais compromissos concretos serão assumidos pelas partes e como os Estados Unidos pretendem fiscalizar o cumprimento do acordo. Até lá, o governo americano busca convencer aliados de que o pacto será suficiente para impedir que o Irã obtenha capacidade nuclear militar.



