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Trump forçou menina de 13 anos a fazer sexo oral nele, dizem arquivos de Jeffrey Epstein

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está divulgando um novo lote de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein

Donald Trump e Jeffrey Epstein (Foto: Reuters)

247 - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (30) novos arquivos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que incluíam informações — não verificadas pelo FBI — nas quais o presidente dos EUA, Donald Trump, era acusado de crimes sexuais contra menores de idade. As informações foram divulgadas pelo canal RT

Trump é mencionado em uma série de acusações perturbadoras envolvendo menores, incluindo a de ter obrigado uma menina entre 13 e 14 anos a praticar sexo oral nele. Além disso, nos arquivos é mencionado que Trump teria organizado festas no estilo 'Calendar Girls' ('Meninas de Calendario', em tradução livre) em sua mansão na Flórida, onde Epstein lhe fornecia garotas para serem leiloadas.

Os documentos apontam que as menores eram submetidas a testes de "estreiteza" por meio de toques. "Mediram a vulva e a vagina das meninas inserindo um dedo e classificaram-nas de acordo com o grau de estreiteza", lê-se no arquivo EFTA01660679.

Segundo o documento, entre os participantes das festas estavam "homens mais velhos", incluindo Elon Musk; os filhos de Trump, Don Jr. e Eric; Alan Dershowitz e Bob Shapiro. Ghislaine Maxwell e Ivanka Trump também estavam presentes. "Levaram-nos para alguns quartos e forçaram-nos a praticar sexo oral em Donald J. Trump. Forçaram-nos a permitir a penetração. Eu tinha 13 anos quando Donald J. Trump me violou", acrescenta a acusação.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está divulgando um novo lote de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, afirmou nesta sexta-feira o vice-procurador-geral Todd Blanche, acrescentando que mais de 3 milhões de páginas fazem parte da mais recente divulgação.

“Hoje estamos produzindo mais de 3 milhões de páginas, incluindo mais de 2.000 vídeos e 180 mil imagens”, disse Blanche durante uma coletiva de imprensa. “Isso significa que o departamento produziu aproximadamente três milhões e meio de páginas em conformidade com a lei [The Epstein Files Transparency Act]”.

Blanche destacou ainda que a divulgação mais recente marca “o fim” de um processo abrangente de documentação, identificação e revisão de arquivos, com o objetivo de garantir transparência em conformidade com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

“Após o envio do relatório final ao Congresso (...) e a publicação das justificativas por escrito para as tarjas no Federal Register, as obrigações do departamento nos termos da lei estarão concluídas”, acrescentou.

Em 2019, Epstein foi acusado nos Estados Unidos de tráfico sexual de menores, à época podendo enfrentar até 40 anos de prisão, além de conspiração para cometer esse crime. Os promotores afirmaram que ele abusou sexualmente de dezenas de meninas menores de idade entre 2002 e 2005, pagando-as em dinheiro e usando algumas para recrutar outras vítimas, incluindo jovens de apenas 14 anos. Em julho de 2019, um tribunal de Manhattan negou-lhe fiança e, ainda naquele mês, ele morreu por suicídio em sua cela. 

(Com informações da Sputnik). 

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