Trump liga para Netanyahu e diz que o mundo odeia Israel por causa dele
Na ligação, presidente dos Estados Unidos também disse que o salvou da cadeia
247 - O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou nesta segunda-feira (1) para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e afirmou que o mundo passou a odiar Israel por causa dele.
De acordo com o chefe da Casa Branca, o premiê israelense escapou da prisão graças ao apoio norte-americano. "Você é louco pra caralho. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Eu estou salvando o seu traseiro. Todo mundo te odeia agora. Todo mundo odeia Israel por causa disso", afirmou Trump.
A fala expõe uma tensão rara entre Washington e Tel Aviv, especialmente diante da pressão internacional contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Desde outubro de 2023, quando Israel iniciou os ataques ao território palestino, o Ministério da Saúde local aponta mais de 72 mil mortos.
Denúncia na Corte Internacional de Justiça
A África do Sul levou o governo israelense à Corte Internacional de Justiça, principal tribunal da Organização das Nações Unidas, sob acusação de genocídio contra palestinos em Gaza. A equipe jurídica sul-africana sustenta que Israel cometeu crimes contra a população civil durante a ofensiva militar no território palestino.
A denúncia ampliou a pressão diplomática sobre Netanyahu e colocou a guerra no centro da agenda jurídica internacional. O caso também elevou o desgaste político de Israel em fóruns multilaterais e entre governos que criticam a continuidade das operações militares.
Além da ação na CIJ, o Tribunal Penal Internacional emitiu, em 2024, um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense. A decisão marcou uma nova etapa no cerco jurídico internacional ao governo de Israel.
Ataques continuam no Oriente Médio
Apesar das denúncias nos tribunais internacionais, Israel manteve suas ações militares no Oriente Médio e levou a ofensiva a outros países da região. O Líbano aparece entre os principais alvos das investidas israelenses.
Conforme números divulgados pelo Ministério da Saúde libanês, ataques de Israel contra o Líbano deixaram 3.433 mortos e 10.395 feridos desde 2 de março. O território libanês abriga o Hezbollah, grupo islâmico que atua no país.
A expansão dos ataques aumentou a instabilidade regional e alimentou críticas ao governo Netanyahu. O cenário também reforçou a pressão sobre aliados de Israel, especialmente os Estados Unidos, que exercem papel central na sustentação política e militar do governo israelense.



