Ucrânia prevê receber US$ 154 bilhões do Ocidente até 2030
Ucrânia prevê receber US$ 154 bilhões do Ocidente até 2030 para manter órgãos públicos e financiar despesas em meio à guerra
247 - A Ucrânia prevê receber ao menos US$ 154 bilhões de seus aliados ocidentais até 2030 para manter órgãos públicos e financiar despesas da guetrra contra a Rússia. A estimativa consta de dados do Ministério das Finanças ucraniano obtidos pela agência russa TASS, segundo reportagem publicada neste domingo (28).
O governo ucraniano calcula que precisará de US$ 46,4 bilhões em 2026 apenas para garantir o funcionamento de suas estruturas administrativas. A projeção sobe para US$ 47,7 bilhões em 2027, antes de recuar para US$ 35 bilhões em 2028 e US$ 24,7 bilhões em 2029.
Os valores são preliminares e ainda podem ser revisados, segundo a própria estimativa citada pela agência. Ainda assim, os números dão a dimensão da dependência financeira de Kiev em relação a países ocidentais, organismos multilaterais e mecanismos de assistência externa em um cenário de prolongamento da guerra com a Rússia.
Parte desses recursos, segundo a reportagem, deverá vir do programa Economic Resilience Action, conhecido pela sigla ERA. A iniciativa prevê o uso de ativos russos imobilizados no exterior como base para financiar o apoio à Ucrânia. Kiev também espera obter recursos por meio de empréstimos, doações não reembolsáveis e assistência do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
A necessidade de financiamento externo tornou-se um dos principais desafios para o governo ucraniano desde o início da guerra. Além dos gastos militares e humanitários, o país precisa cobrir despesas correntes do Estado, salários do setor público, serviços básicos e programas essenciais para manter a administração nacional em funcionamento.
A estimativa de US$ 154 bilhões até 2030 reforça que a reconstrução econômica e a sustentação orçamentária da Ucrânia continuarão dependendo de decisões políticas de seus aliados. O volume projetado também indica que a pressão por novos pacotes de ajuda deve permanecer no centro das negociações entre Kiev, governos ocidentais e instituições financeiras internacionais nos próximos anos.


