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Veja quem é o assessor de Trump proibido de entrar no Brasil

Darren Beattie coleciona polêmicas. Uma delas foi o ataque ao ministro do STF Alexandre de Moraes

Donald Trump e Darren Beattie (Foto: Daniel Torok/Casa Branca I Reprodução (YT))

247 - Um integrante do atual governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve a entrada negada no Brasil. Trata-se de Darren Beattie, figura controversa que acumula passagens polêmicas ao longo de sua carreira política. O caso foi noticiado pelo portal Metrópoles, que também detalhou o histórico do assessor dentro da administração republicana.

Beattie retornou ao governo federal dos EUA em outubro de 2025, já no segundo mandato de Trump, atual presidente dos Estados Unidos, desta vez como funcionário sênior do Departamento de Assuntos Culturais e Educacionais, com atuação na área de Diplomacia Pública.

Uma demissão e um evento polêmico

A trajetória de Beattie no universo político não começou agora. No primeiro mandato de Trump, ele integrou a equipe da Casa Branca como redator de discursos presidenciais — função de alto grau de influência e confiança dentro de qualquer governo. A passagem, no entanto, foi encerrada de forma abrupta: em 2018, ele foi desligado do cargo após sua participação em um evento associado a grupos supremacistas brancos vir a público.

A demissão, à época, gerou repercussão nos meios políticos americanos e marcou o nome de Beattie com uma associação que ele carregaria nos anos seguintes. Ainda assim, o afastamento não foi definitivo — e o retorno ao governo sob Trump demonstrou que sua relação com o círculo republicano mais próximo do presidente se manteve ao longo do tempo.

Críticas ao ministro Alexandre Moraes

Beattie também entrou no radar brasileiro antes mesmo de ser impedido de entrar no país. Em agosto de 2024, ele fez declarações públicas sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes, classificando-o como o "principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores."

As declarações ocorreram em um contexto de tensão diplomática entre setores do governo americano e o Judiciário brasileiro. Posteriormente, as sanções da Lei Magnitsky que haviam sido cogitadas ou aplicadas contra o ministro Alexandre Moraes foram retiradas — embora a relação entre esse recuo e as declarações de Beattie não tenha sido formalmente estabelecida.

Impedimento no Brasil

A negativa de entrada de Beattie no território brasileiro adiciona um novo capítulo à sua trajetória marcada por controvérsias. O episódio ocorre em meio a um momento de relações diplomaticamente sensíveis entre Brasil e Estados Unidos, com o governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, adotando posições que frequentemente entram em atrito com autoridades e instituições brasileiras.

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