Velas podem ter causado incêndio que deixou ao menos 40 mortos em festa de Ano Novo na Suíça
Testemunhas apontam velas sobre garrafas de espumante como possível causa do fogo em bar lotado
247 - Um incêndio de grandes proporções atingiu um bar na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes suíços, resultando na morte de ao menos 40 pessoas e deixando mais de uma centena de feridos. A tragédia abalou profundamente a cidade turística, conhecida por atrair esquiadores e golfistas, e provocou comoção em todo o país.
Segundo o SBT News, testemunhas relataram à imprensa que o incêndio pode ter começado a partir de velas colocadas sobre garrafas de espumante. As chamas teriam alcançado rapidamente o teto do estabelecimento, favorecendo a propagação do fogo em um ambiente lotado.
Investigação sobre as causas do incêndio
A polícia suíça informou que as circunstâncias do incêndio seguem sob investigação. Equipes trabalham de forma contínua para esclarecer a origem das chamas e reconstruir os momentos iniciais da tragédia. As autoridades destacam que o processo é complexo devido à intensidade do fogo e aos danos estruturais no local.
Comoção e homenagens às vítimas
Na noite de quinta-feira (1), centenas de moradores se reuniram nas proximidades do bar para prestar homenagens às vítimas. Em silêncio, pessoas acenderam velas e depositaram flores em um altar improvisado montado no topo da rua que leva ao estabelecimento. O governo suíço determinou que a bandeira nacional fosse hasteada a meio mastro por cinco dias, em sinal de luto.
“Você acha que está seguro aqui, mas isso pode acontecer em qualquer lugar. Eles eram pessoas como nós”, afirmou Piermarco Pani, de 18 anos, que conhecia bem o bar e algumas das vítimas.
Relatos de sobreviventes e moradores
O jovem Kean Sarbach, de 17 anos, contou que conversou com quatro pessoas que conseguiram escapar do incêndio, algumas delas com queimaduras. Segundo ele, os sobreviventes relataram que o fogo se espalhou de forma extremamente rápida, dificultando a fuga.
Outro depoimento que chamou a atenção foi o de Elisa Sousa, também de 17 anos, que deveria estar no bar naquela noite, mas acabou permanecendo em uma reunião familiar. “E, sinceramente, vou precisar agradecer à minha mãe cem vezes por não me deixar ir”, disse durante a vigília. “Porque Deus sabe onde eu estaria agora.”
Identificação das vítimas e apoio internacional
A identificação das vítimas segue sendo um dos principais desafios enfrentados pelas autoridades. O prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud, afirmou que o objetivo inicial é atribuir nomes a todos os corpos, um processo que pode levar dias. Segundo ele, muitos corpos ficaram gravemente queimados.
O chefe de governo do cantão de Valais, Mathias Reynard, explicou que especialistas utilizam amostras dentárias e de DNA para garantir a precisão das identificações. “Todo esse trabalho precisa ser feito porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser contado às famílias a menos que tenhamos 100% de certeza”, declarou.
Embaixadas de vários países acompanham o caso. Itália e França informaram que têm cidadãos desaparecidos, enquanto a Austrália confirmou que um de seus nacionais ficou ferido. O embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, afirmou que o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, visitaria Crans-Montana nesta sexta-feira (2).
Embora as autoridades suíças tenham confirmado cerca de 40 mortes, estimativas italianas apontaram um número maior, com base em informações preliminares. As autoridades reforçam que a divulgação de dados definitivos exige cautela, diante da gravidade da tragédia e da necessidade de precisão absoluta.



