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JBS destina US$ 150 milhões para polo de proteínas halal no Oriente Médio

Projeto em parceria com empresa de Omã prevê produção anual de 300 mil toneladas e geração de mais de 3 mil empregos

Logo da JBS (Foto: Amanda Perobelli)

247 - A JBS que vai investir US$ 150 milhões na construção de um hub multiproteínas no Oriente Médio, com foco na expansão de sua atuação no mercado de alimentos halal, segmento voltado ao consumo conforme as normas islâmicas. As informações são do Brazil Stock Guide.

O projeto será realizado por meio de uma joint venture com a Oman Food Investment Holding Company, consolidando operações já existentes no Sultanato de Omã. Segundo os termos do acordo, a JBS ficará com 80% de participação no empreendimento, enquanto o parceiro omanense terá os 20% restantes. A estrutura do negócio sugere um valor empresarial pré-investimento estimado em US$ 167,5 milhões.

O novo polo reunirá duas operações já instaladas em Omã sob uma única plataforma: a A’Namaa Poultry, voltada para a produção integrada de aves, e a Al Bashayer Meat Company, especializada no processamento de carne bovina e ovina. As instalações estão localizadas em Ibri, no norte do país, e em Thumrait, no sul, em áreas estratégicas que favorecem tanto o abastecimento interno quanto exportações para rotas comerciais do Golfo e do sul da Ásia.

Quando estiver plenamente em operação, o hub deverá atingir uma capacidade estática estimada em cerca de 300 mil toneladas métricas por ano. A produção projetada inclui o processamento diário aproximado de 1.000 cabeças de gado, 5.000 cordeiros e 600 mil frangos.

De acordo com a empresa, a produção de carne bovina e ovina deverá começar em até seis meses, enquanto as operações de aves devem entrar em funcionamento em cerca de 12 meses.

O projeto também está alinhado à estratégia nacional Oman Vision 2040, que busca fortalecer a segurança alimentar, estimular o desenvolvimento industrial e ampliar a geração de empregos. A JBS estima que a iniciativa poderá criar mais de 3.000 empregos diretos em cinco anos, abrangendo diversas etapas da cadeia agroalimentar e contribuindo para a formação de mão de obra local.

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