HOME > Negócios

Azul corta oferta em maio e junho para conter impacto do QAV

Companhia reduziu em cerca de 5% a capacidade planejada e prevê realocar voos conforme a pressão do combustível

Azul (Foto: Aquiles Lins)

247 - A Azul reduziu em cerca de 5% sua capacidade prevista para maio e junho para reduzir os efeitos da alta do querosene de aviação, o QAV, pressionado pelo cenário de guerra no Oriente Médio.

A medida foi detalhada nesta quinta-feira (7) pelo presidente da companhia aérea, Abhi Shah, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre de 2026. Segundo o executivo, a empresa já trabalhava com uma estratégia de crescimento mais cautelosa para este ano, mas decidiu fazer novos ajustes na malha dos próximos meses diante da pressão sobre os custos.

“Reduzimos a capacidade em cerca de 5% para maio e junho e iremos transferir essa redução estrategicamente para os meses seguintes, conforme necessário”, afirmou Shah.

O presidente da Azul disse ainda que a companhia adotou uma postura antecipada em relação ao impacto do combustível. “Temos sido muito proativos e acho que fomos a primeira companhia aérea a agir nesse sentido”, declarou.

De acordo com Shah, a Azul busca diminuir sua exposição aos preços do QAV nos próximos três a seis meses, período em que a empresa prevê maior pressão sobre os custos. O combustível é um dos principais componentes das despesas das companhias aéreas, o que torna oscilações internacionais especialmente sensíveis para o setor.

O executivo afirmou que o planejamento conservador de crescimento em 2026 e a rede de fornecedores da empresa ajudam a reduzir os efeitos da alta do combustível e dão maior resistência à operação. A companhia também aposta em disciplina na gestão de frota para atravessar o período de maior volatilidade.

“Da perspectiva de capacidade, estamos muito bem posicionados e acho que não precisamos fazer nada estúpido, como aceitar aeronaves que não queremos. A frota está muito disciplinada. Isso nos dá muita confiança”, disse Shah.

Com o ajuste, a Azul tenta preservar sua eficiência operacional em meio à elevação dos custos, sem abandonar a possibilidade de redistribuir parte da oferta para os meses seguintes, conforme a evolução dos preços do QAV e das condições de mercado.

Artigos Relacionados