B3 registra alta de 17% em títulos corporativos
Estoque de títulos corporativos cresce 17% e chega a R$ 2 trilhões no trimestre
247 - O mercado de renda fixa no Brasil registrou forte expansão no primeiro trimestre de 2026, com o estoque de títulos corporativos alcançando R$ 2 trilhões. O avanço de 17% em relação ao mesmo período de 2025 reflete o aumento do interesse de empresas por financiamento via mercado de capitais e a demanda crescente de investidores por esses instrumentos.
O crescimento foi disseminado entre diferentes produtos, incluindo debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e notas comerciais.
Debêntures lideram expansão
Entre os principais instrumentos, as debêntures concentraram o maior volume, com estoque de R$ 1,52 trilhão em março, o que representa alta de 19% na comparação anual. No mesmo intervalo, as notas comerciais passaram de R$ 71 bilhões para R$ 82 bilhões, crescimento de 15%.
Os CRIs também avançaram, atingindo R$ 261 bilhões, aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já os CRAs somaram R$ 176 bilhões, com alta de 15% no período.
Captação bancária também avança
Além dos títulos corporativos, os produtos de captação bancária apresentaram crescimento relevante. O estoque total desses ativos chegou a R$ 6,5 trilhões ao fim de março, alta de 16% frente ao mesmo período de 2025.
Entre os destaques, o Certificado de Depósito Bancário (CDB) atingiu R$ 2,8 trilhões, com crescimento de 11%. Os Recibos de Depósito Bancário (RDB) tiveram avanço mais expressivo, de 25%, alcançando R$ 625 bilhões.
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) somaram R$ 533 bilhões, alta de 24%, enquanto as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) cresceram 6%, chegando a R$ 583 bilhões. Já as Letras Financeiras alcançaram R$ 1 trilhão, com aumento de 23%.
Mercado de capitais ganha protagonismo
O superintendente de produtos de Balcão da B3, Leonardo Betanho, destacou o papel crescente da renda fixa no financiamento das empresas brasileiras. “A renda fixa consolidou-se como o principal canal de financiamento das companhias brasileiras nos últimos anos. O avanço em todos os produtos reflete tanto o interesse das empresas de captar recursos via mercado de capitais quanto o interesse dos investidores em instrumentos”, afirmou.


