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BTG avalia compra de ativos do BRB e descarta carteira ligada ao Master, diz André Esteves

247 - Banco analisa oportunidades no BRB, mas exclui ativos herdados do Banco Master em meio a negociações no setor financeiro

André Esteves, sócio do BTG Pactual (Foto: Divulgação)

O BTG Pactual avalia a aquisição de ativos do Banco de Brasília (BRB), mas não demonstra interesse nas carteiras provenientes do Banco Master. A declaração foi feita pelo chairman e sócio sênior do BTG, André Esteves, ao comentar a estratégia da instituição diante do movimento de venda de ativos do banco público.

A fala ocorreu após sua participação no painel de abertura da Conferência de Carreiras promovida pela plataforma Na Prática, iniciativa ligada ao BTG Pactual. No evento, o executivo detalhou a postura da instituição frente às oportunidades no mercado.

“Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos (do BRB), mas não vamos olhar os do Master”, afirmou o banqueiro. Ele acrescentou que outras instituições de grande porte — classificadas como bancos S1, grupo que reúne os maiores do país — também estão adquirindo ativos do BRB.

Entre essas operações, Bradesco e Itaú já negociaram cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de crédito compostas por empréstimos concedidos a Estados e municípios com garantia da União.

Apesar do interesse em ativos específicos, Esteves foi enfático ao afastar qualquer possibilidade de aquisição do próprio BRB. “Sem interesse no BRB”, indicou o executivo, ao ser questionado sobre uma eventual compra da instituição.

Nos bastidores do mercado financeiro, entretanto, circulam avaliações de que, em um cenário extremo, o BRB poderia ser alvo de aquisição total ou parcial por outra instituição. O BTG costuma ser citado nesse tipo de especulação devido ao histórico de participação em processos de reestruturação bancária, como nos casos do Banco Panamericano, Bamerindus e Banco Nacional.

Recentemente, o BTG anunciou a compra do Digimais, banco ligado ao bispo Edir Macedo, que enfrenta dificuldades financeiras. O movimento reforça a atuação do banco em operações envolvendo instituições fragilizadas.

Na semana passada, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), estiveram em São Paulo para reuniões com bancos na região da Faria Lima. De acordo com informações divulgadas por ambos, o BRB negocia a venda de ativos oriundos do Banco Master por cerca de R$ 15 bilhões.

Além disso, a instituição busca um financiamento de aproximadamente R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a outras instituições financeiras. O objetivo é cobrir o impacto financeiro deixado pelas operações com o Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado.

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