CNI vê acordo Mercosul-UE como avanço para indústria brasileira
Entidade destaca impactos econômicos, geração de empregos e maior inserção do Brasil no comércio internacional
247 - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como decisiva a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, classificando o tratado como um avanço relevante para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento do setor industrial. Segundo a entidade, o entendimento é o mais moderno e abrangente já negociado pelo bloco sul-americano e deve produzir efeitos econômicos e sociais expressivos no país.
De acordo com dados apresentados pela CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado pelo Brasil para a União Europeia são criados aproximadamente 21,8 mil empregos. Esse volume de exportações também movimenta cerca de R$ 441,7 milhões em massa salarial e gera R$ 3,2 bilhões em produção, evidenciando o impacto direto do comércio com o bloco europeu sobre a economia brasileira.
A entidade aponta que o acordo tem potencial para fortalecer o comércio bilateral, atrair investimentos e ampliar as oportunidades de negócios entre os dois blocos econômicos. Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a aprovação representa um passo fundamental no processo de consolidação do tratado. “A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticas necessárias para avançarmos rumo à assinatura. Esperamos que esse processo seja concluído o quanto antes, para que possamos transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade do país”, afirmou.
Segundo a confederação, o acordo deve ampliar a previsibilidade regulatória, reduzir barreiras tarifárias e facilitar tanto o comércio quanto os investimentos. A expectativa é de um ambiente mais estável para as empresas, o que tende a favorecer a competitividade, o comércio intrafirma e a redução de custos operacionais nas cadeias globais de valor.
A CNI também ressalta que o tratado cria condições mais favoráveis para a internacionalização de empresas brasileiras e para a atração de investimentos estrangeiros diretos. Na avaliação de Alban, os efeitos vão além do comércio imediato. “O acordo é um marco na estratégia de inserção internacional do Brasil com impacto no redesenho dos fluxos de comércio e investimentos mundiais”, destacou.



