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Itaú BBA projeta privatização da Copasa até abril e eleva ações

Banco vê avanço político e regulatório que sustenta valorização dos papéis da estatal mineira de saneamento

Itaú BBA projeta privatização da Copasa até abril e eleva ações (Foto: Divulgação)

247 - A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) pode ser concluída até abril, segundo avaliação do Itaú BBA. O banco também revisou para cima o preço-alvo das ações da estatal, passando de R$ 43,20 para R$ 55,90, diante do avanço do processo político, regulatório e institucional que envolve a venda do controle da empresa.

As informações constam em relatório do Itaú BBA divulgado na semana passada a investidores, segundo o portal jornalístico O Fator.

Entre os motivos citados pelo banco está a aprovação, em dezembro, da lei estadual que autoriza a privatização da Copasa. Para os analistas, a sanção da norma representa uma etapa decisiva do processo. “O projeto, agora, passa para as etapas corporativas, técnicas e de governança necessárias para o lançamento formal da oferta”, afirmam no relatório.

Outro ponto considerado relevante pelo Itaú BBA são as negociações com a Prefeitura de Belo Horizonte para a renovação do contrato de concessão. As tratativas avançaram no mês passado e resultaram em um memorando de entendimentos que prevê a extensão do vínculo entre as partes até 2073, reduzindo incertezas sobre a principal base de receitas da companhia.

A elevação do preço-alvo das ações também incorpora mudanças recentes no ambiente regulatório em Minas Gerais. O relatório destaca a nova lei-base da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado, que ampliou as atribuições do órgão para fiscalizar atividades relacionadas ao saneamento básico, como drenagem pluvial e limpeza urbana, o que tende a fortalecer a previsibilidade regulatória do setor.

No início deste mês, os documentos relativos à privatização da Copasa foram encaminhados ao Comitê de Coordenação e Governança de Estatais (CCGE), órgão do Poder Executivo responsável por validar o andamento do processo. A definição do valor da empresa contará com laudos elaborados por Stocche Forbes, Ernst Young e BTG Pactual, que irão subsidiar o valuation da operação.

De acordo com a lei sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo), os recursos obtidos com a privatização deverão ser destinados ao cumprimento das obrigações previstas no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Minas Gerais passou a integrar o programa em 31 de dezembro e, como contrapartida ao refinanciamento da dívida com a União, terá de aplicar entre 0,5% e 2% de seu passivo em políticas públicas, incluindo áreas como educação e infraestrutura.

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