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Oi vence arbitragem contra Anatel sobre concessão telefônica

Decisão parcial da Corte Internacional de Arbitragem reconhece direito da empresa de discutir desequilíbrio econômico do contrato encerrado em 2025

Prejuízo líquido da Oi recua para R$1,233 bi no 2ºtri (Foto: Reprodução)

247 - A operadora Oi, atualmente em recuperação judicial, obteve decisão parcialmente favorável em processo de arbitragem contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) relacionado ao antigo contrato de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado. O resultado foi comunicado ao mercado pela companhia nesta semana.

O Tribunal da Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI) concluiu que não houve perda do direito da empresa de discutir o suposto desequilíbrio econômico-financeiro da concessão. A decisão reconhece que a operadora pode continuar pleiteando a recomposição do contrato, encerrado em 2025.

Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o colegiado arbitral acolheu integralmente o pedido para afastar a preclusão, ou seja, a perda do direito de reivindicar a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

Ao mesmo tempo, o tribunal arbitral reconheceu parcialmente a prescrição de alguns eventos apresentados pela companhia como causas do desequilíbrio contratual. Essa conclusão limita a análise de determinados fatos citados pela operadora no processo.

A decisão também rejeitou o pedido da Oi para que fosse declarada a inviabilidade econômica da antiga concessão de telefonia fixa, bem como a indenização relacionada a esse ponto específico da disputa.

Segundo a empresa, a sentença proferida é parcial e não encerra o processo arbitral. O procedimento seguirá agora para a fase de produção de provas e realização de perícias técnicas, etapa que deverá avaliar os elementos apresentados pelas partes e definir eventuais valores de indenização.

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