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Petrobras aprova investimento de R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas

Decisão inclui plataformas P-81 e P-87 e prevê produção de até 240 mil barris diários

Petrobras aprova investimento de R$ 60 bilhões no projeto Sergipe Águas Profundas (Foto: Divulgação)

247 - A Petrobras aprovou novos investimentos no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), consolidando uma nova fronteira de produção de petróleo e gás no Brasil. A decisão inclui a construção de plataformas e infraestrutura que permitirão alcançar uma produção significativa na região Nordeste, com capacidade elevada de extração e processamento.

A informação foi divulgada em comunicado ao mercado nesta segunda-feira (13), após decisão do Conselho de Administração que autorizou a fase final de investimentos do módulo SEAP I.

O projeto já havia avançado com a aprovação do módulo SEAP II em dezembro de 2025. Segundo a companhia, a viabilização das duas etapas ocorreu após ajustes técnicos e renegociação de contratos com fornecedores, o que aumentou a atratividade econômica dos empreendimentos.

Os projetos SEAP I e II serão integrados por duas plataformas do tipo FPSO — P-81 e P-87 — que, juntas, terão capacidade para produzir até 240 mil barris de petróleo por dia e processar cerca de 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. A construção das unidades ficará a cargo da SBM Offshore, dentro do modelo Build, Operate and Transfer (BOT).

A assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, após a conclusão das etapas de governança e aprovação pelos parceiros. O início da produção no módulo SEAP II está projetado para 2030, com exportação de gás a partir de 2031. Já o SEAP I deve entrar em operação após o período do Plano de Negócios 2026-2030.

Com investimentos totais superiores a R$ 60 bilhões, a Petrobras estima que os projetos poderão gerar mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente, contribuindo para o aumento da produção nacional e fortalecendo a segurança energética do país.

O empreendimento também prevê a perfuração e interligação de 32 poços, além da construção de um gasoduto de aproximadamente 134 quilômetros — sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra — para escoamento do gás natural.

O projeto SEAP I envolve campos com óleo leve, como Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. Já o SEAP II abrange os campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta, situados a cerca de 80 km da costa, em áreas onde a Petrobras atua como operadora em parceria ou com participação integral.

A estatal destaca que o projeto é estratégico para ampliar a oferta de gás natural no Brasil e fortalecer a infraestrutura energética, ao mesmo tempo em que abre uma nova frente de exploração em águas profundas na região Nordeste.

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