Raízen recusa adesão a programa de subsídio ao diesel do governo
Decisão ocorre após alerta de multas de até R$ 1 milhão para distribuidoras que descumprirem regras
247 - A Raízen, segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, informou nesta terça-feira (14) que não irá aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo na economia. A decisão ocorre em meio à pressão do Executivo para que empresas do setor participem da iniciativa e repassem os benefícios ao consumidor final.
Segundo apuração divulgada pela Broadcast, até o momento, entre as grandes distribuidoras, apenas a Vibra aderiu ao programa, no último dia 9. A Ipiranga, outra empresa de alcance nacional, ainda não se manifestou sobre eventual adesão.
O programa de subvenção foi lançado como parte de um pacote de medidas do governo federal para reduzir os efeitos da volatilidade internacional dos preços do petróleo no mercado interno. No entanto, em março, nenhuma das três principais distribuidoras — Vibra, Raízen e Ipiranga — havia aderido à iniciativa, o que gerou dúvidas sobre a adesão no mês seguinte.
Também nesta terça-feira (14), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que distribuidoras que não praticarem os preços estabelecidos dentro do programa poderão ser penalizadas. Segundo ele, as multas podem chegar a até R$ 1 milhão, dependendo da infração identificada pela fiscalização.
O ministro ressaltou que o objetivo do governo é garantir que os parâmetros definidos sejam cumpridos ao longo de toda a cadeia de distribuição, assegurando que o benefício da subvenção chegue efetivamente ao consumidor final.


