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Entenda por que Sidônio Palmeira deixará a Secom em julho

Estrutura da Secom deve ser mantida e saída teria sido sugerida por integrantes do governo

Sidônio Palmeira, (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

247 - O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, decidiu deixar o governo em julho para atuar exclusivamente na estratégia de comunicação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo informações publicadas pelo jornalista Guilherme Amado nesta terça-feira (17), a avaliação que pesou na decisão foi o risco eleitoral associado à permanência simultânea no cargo ministerial e na atuação direta na campanha.

A preocupação era evitar eventuais questionamentos na Justiça Eleitoral sobre acúmulo de funções entre governo e estratégia eleitoral. Inicialmente, havia a possibilidade de permanência de Sidônio na estrutura do governo mesmo durante o período eleitoral. Segundo a publicação, assessores defendiam essa alternativa. No entanto, integrantes do governo recomendaram a saída antecipada, entre eles o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.

Com a mudança, Sidônio poderá se dedicar integralmente à comunicação da campanha presidencial, sem restrições relacionadas ao exercício de cargo público. Apesar da saída, a tendência é de continuidade da equipe que atualmente atua com o ministro na estrutura de comunicação do governo. A previsão também é que Sidônio mantenha presença no Palácio do Planalto, mesmo fora do cargo formal.

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