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Ministros do governo Lula são orientados a não comentar a crise no STF

Cautela visa evitar desgaste do Planalto em embate envolvendo Banco Master, Polícia Federal e Supremo

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal (STF) - Brasília-DF - 09/06/2020 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

247 – Ministros do governo do presidente Lula foram orientados a não comentar publicamente a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, em meio ao aumento da tensão entre integrantes da Corte e à atuação da Polícia Federal (PF) no caso. A informação foi publicada pelo site Metrópoles.

De acordo com a reportagem, a orientação partiu do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira. A preocupação central é evitar que o governo federal seja arrastado para o centro de um embate que, na avaliação do Palácio do Planalto, evoluiu para uma disputa direta entre a PF e o STF.

Tentativa de blindagem política

Segundo a coluna, Sidônio reforçou junto aos ministros a necessidade de cautela absoluta nas declarações públicas sobre o tema. A estratégia busca blindar o governo do presidente Lula de um conflito institucional que pode gerar desgastes políticos e ampliar a instabilidade em Brasília.

A publicação também relata que Sidônio recomendou evitar críticas ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador indicou Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), autarquia responsável pela previdência complementar dos servidores públicos do estado.

Investigação e tensão no Supremo

Jocildo Lemos é investigado pelo fato de a Amprev ter investido R$ 400 milhões em títulos do Banco Master. No início do mês, ele foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito das apurações sobre o caso.

A tensão aumentou nesta terça-feira (13), após a divulgação de detalhes sobre uma reunião reservada entre ministros do STF realizada no dia anterior. De acordo com a reportagem, alguns integrantes da Corte passaram a acreditar que podem ter sido gravados durante a conversa.

Durante esse encontro, ficou decidido que o ministro Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso envolvendo o Banco Master. O processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça.

O episódio ampliou o clima de desconfiança interna no Supremo e intensificou o cenário de instabilidade institucional, enquanto o governo federal busca manter distância do conflito e evitar que a crise respingue no Palácio do Planalto.

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