Relator diz apoiar indicação de Messias ao STF
Senador Weverton Rocha prevê relatório favorável e votação está marcada´para 29 de abril
247 - A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) avança no Senado com sinalização de apoio do relator e previsão de votação ainda em abril. O movimento indica uma tentativa de acelerar o processo após meses de entraves políticos entre Executivo e Legislativo. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), responsável pelo relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que apresentará parecer favorável em 15 de abril. A expectativa, segundo o parlamentar, é que a sabatina e a votação no plenário ocorram no mesmo dia, em 29 de abril.
Tramitação e exigências no Senado
Após a análise na CCJ, a indicação de Jorge Messias seguirá para votação no plenário do Senado. Para ser aprovado e assumir uma vaga no STF, o indicado precisa de pelo menos 41 votos favoráveis. A definição de datas representa um avanço relevante em um processo que vinha sendo marcado por atrasos e impasses institucionais.
Impasse entre Executivo e Legislativo
A tramitação da indicação enfrentou dificuldades desde o anúncio do nome de Messias, em novembro de 2025. A escolha não coincidiu com a preferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia outro nome para o cargo.
Apesar da formalização da indicação no Diário Oficial da União, o processo ficou paralisado devido à demora do governo em enviar ao Senado a mensagem oficial com os dados e o currículo do indicado. A ausência do documento levou ao cancelamento de uma sabatina anteriormente prevista para dezembro. Alcolumbre chegou a criticar publicamente a situação, classificando o episódio como motivo de “perplexidade”.
Articulação política e cenário eleitoral
Nos bastidores, o governo federal buscava acelerar a aprovação de Jorge Messias para evitar que a votação ocorresse em meio ao calendário eleitoral, o que poderia dificultar a articulação política no Senado.
Disputa de influência no STF
A possível nomeação também mobiliza diferentes grupos dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. Segundo aliados, ministros como Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça acompanham de perto o processo. Há uma disputa interna para influenciar o posicionamento do futuro integrante da Corte em julgamentos considerados estratégicos, o que evidencia o impacto político da indicação.


