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Bandidos cavam túnel até oleoduto da Petrobras e geram risco de explosão em Brasília

Três suspeitos foram presos em flagrante

Túnel feito por bandidos (Foto: Divulgação/PCDF)
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247 - A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante três suspeitos de envolvimento em um esquema de furto de combustível em um oleoduto da Petrobras, em Ceilândia, na noite de sexta-feira (5). A ação ocorreu durante a operação Estige e, segundo a investigação, o grupo teria alugado uma casa em frente à estrutura para cavar um túnel e acessar a tubulação, informa o Metrópoles.

De acordo com o delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia, no P Norte, responsável pela operação, os suspeitos podem responder não apenas por furto, mas também por risco de explosão e crime ambiental. A apuração aponta que a ação clandestina poderia ter provocado consequências graves para moradores da região e para o abastecimento de combustíveis.

“Segundo especialistas da Transpetro, em caso de explosão, uma área de cerca de 3 quilômetros de diâmetro poderia ser atingida, colocando em risco a vida de um número indeterminado de pessoas”, afirmou o delegado.

Investigação aponta túnel até oleoduto da Petrobras.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos haviam alugado o imóvel havia cerca de três meses no condomínio Vista Bela, em Ceilândia. A casa ficava em frente ao oleoduto, o que teria facilitado a construção de um túnel subterrâneo usado para alcançar a estrutura e retirar combustível de forma clandestina.

O delegado Fernando Fernandes afirmou que o volume subtraído era elevado. “Só nesta semana foram cerca de 100 mil litros”, disse.

A investigação também aponta que a ação poderia provocar desabastecimento em uma rota que envolve o Distrito Federal e estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Para a polícia, o esquema representava risco concreto tanto à segurança pública quanto ao funcionamento da cadeia de distribuição de combustíveis.

Suspeito já havia sido preso por tentativa de furto

Ainda segundo o delegado, um dos suspeitos é reincidente em crimes relacionados ao furto de combustível em oleodutos. Ele havia sido preso há dois anos por tentar praticar crime semelhante no Distrito Federal.

Inicialmente, quatro pessoas foram detidas durante a operação. No decorrer da apuração, no entanto, os investigadores concluíram que apenas três estavam efetivamente envolvidos no crime e foram autuados em flagrante.

Crimes podem resultar em até 20 anos de prisão

Os suspeitos podem responder por furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante concurso de pessoas, associação criminosa, crime ambiental e crime contra a incolumidade pública.

As penas previstas são de 2 a 8 anos de reclusão para furto qualificado, de 1 a 3 anos para associação criminosa, de 1 a 5 anos para crime ambiental e de 1 a 4 anos para crime contra a incolumidade pública.

De acordo com a Polícia Civil, os autuados em flagrante poderão receber penas que, somadas, variam de 5 a 20 anos de reclusão, considerando o concurso material de crimes.

Operação recebeu nome ligado ao submundo grego

A operação foi batizada de Estige, referência ao rio mitológico do submundo grego. Segundo o delegado Fernando Fernandes, o nome remete ao fluxo subterrâneo e ao caráter clandestino da ação investigada, que ocorria de forma oculta sob a terra.

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